Sob o céu aberto da capital, o Bloco Galinho reuniu foliões nesta segunda-feira (16/2) no estacionamento da Matriz da Caixa, no Setor de Autarquias Sul. Ao longo do circuito, sombrinhas coloridas cortavam o ar enquanto passistas deslizavam entre grupos de amigos e famílias inteiras — tudo ao som da Banda Marafreboi, sob a condução do maestro Fabiano Medeiros. Entre frevos-canção, clássicos do repertório carnavalesco e composições autorais, o grupo sustentou a identidade musical do bloco, alternando momentos de coro coletivo com passagens puramente orquestrais, em que metais e percussão conduziam o público no ritmo acelerado do frevo.
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Famílias recifenses e brasilienses dançavam lado a lado, celebrando tradições transmitidas de geração em geração. Mariana Tôrres, 18 anos, frequenta o Galinho desde os quatro meses de idade — quando ainda era levada no colo. Ao lado da irmã, Geovana Tôrres, 19, ela mantém um ritual que começou na infância. “A gente espera o ano inteiro para vir ao Galinho. Quando éramos crianças, nossa meta era dançar com as passistas”, conta. Desde pequenas, as duas escolhem fantasias inspiradas no tema anual do bloco. Em 2026, além de manter a tradição, trouxeram as primas mais novas para o Pintinho, versão infantil que nasceu a partir do próprio Galinho e hoje consolida espaço próprio na programação.
Criado por recifenses, o bloco também se tornou ponto de encontro para pernambucanos que vivem na capital federal. Jaciara Ribeiro, 59 anos, participa da festa pela sexta vez. Morando em Brasília há mais de duas décadas, ela divide o carnaval entre a terra natal e o Distrito Federal. Neste ano, conseguiu reunir ainda mais a família: trouxe a sobrinha, Raquel Ribeiro, 41, que veio acompanhada do namorado para conhecer a celebração. “O frevo sempre esteve muito presente na nossa família. É uma tradição que atravessa gerações”, diz Raquel.
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Para Jaciara, o significado vai além da folia. “O carnaval sempre foi um momento importante para nós. É uma herança que passa dos avós para os filhos e dos filhos para os netos. Este ano, quis trazer Raquel para viver essa experiência do frevo aqui em Brasília”, afirma. No meio do público, entre passos apressados e sombrinhas abertas, o Galinho reafirmou sua vocação: ser ponte entre memórias afetivas e a ocupação festiva das ruas da capital.
CB Folia
Realizada pelo Correio Braziliense, a 9ª edição do Prêmio #CBFolia 2026 se consolida como o principal tributo à criatividade e à diversidade do carnaval do Distrito Federal. A avaliação é feita por uma Comissão Julgadora composta por profissionais experientes de jornalismo.
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O público também participa na categoria Melhor Bloco de Rua — Voto Popular, com direito a um voto por pessoa, mediante uso obrigatório de um e-mail Gmail, garantindo a transparência do processo. Além disso, leitores podem enviar fotos para concorrer nas categorias de Melhor Fantasia Adulto e Infantil, avaliadas pelo júri técnico.
A votação é democrática e ocorre exclusivamente pelo site oficial: carnaval.correiobraziliense.com.br/2026.
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