CB.Poder

Comandante-geral da PMDF destaca ações para combater a violência de gênero

Em entrevista ao CB.Poder, Ana Paula Habka reforçou a importância de canais como o Copom Mulher e o Provid para prevenir tragédias na capital

Durante participação no programa CB.Poder — uma parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta terça-feira (17/2), a coronel Ana Paula Habka, comandante-geral da Polícia Militar do DF, lamentou a morte de uma jovem de 23 anos, cujo corpo foi encontrado dentro de casa, no Recanto das Emas. De acordo com informações preliminares, o caso é investigado como feminicídio. O companheiro da vítima foi encaminhado à 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), onde prestaria depoimento. A ocorrência segue em apuração.

Aos jornalistas Ronayre Nunes e Adriana Bernardes a comandante-geral da PM destacou os esforços das forças militares para prevenir que novos crimes aconteçam. “São fatos que, realmente, temos que combater. A Polícia Militar fez isso, inclusive, aqui no carnaval, com uma inovação, que é a nossa Sala Lilás itinerante. Ela tem servido não só para evitar os problemas que podem acontecer durante as festas, mas, também, para divulgar essa modalidade de policiamento que a PMDF disponibiliza em todas as regiões administrativas”, disse ela.

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Ainda sobre as medidas necessárias para combater os crimes de violência de gênero, Ana Paula reforça a importância do trabalho realizado pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), e pela Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (Provid). 

Ainda de acordo com a comandante-geral, é crucial que as mulheres conheçam os serviços disponíveis, sobretudo para que consigam realizar denúncias. “Temos trabalhado, também, em conjunto com outras secretarias do governo”, afirmou. Especialmente para ajudar mulheres que estejam dentro de relacionamentos abusivos ou sofrendo ameaças, Ana Paula afirmou o quanto é importante buscar ajuda.

“Cada caso é um caso, mas se ela já tiver a percepção do que está acontecendo, a mulher pode procurar suporte em qualquer quartel. Ou, caso prefira, pode fazer a ligação e pedir orientações no Provid, como encontrar acolhimento humanizado ou um atendimento mais específico. Dependendo do caso, trabalhamos com a rede completa. A Polícia Militar, muitas vezes, é a prevenção, mas também em caso de emergência. Ligando no 190, vai direto para o Copom Mulher, ou se possível, ligando no 180. Todos voltados para o atendimento à mulher”, finalizou. 

Onde pedir ajuda:

» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)

» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)

» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.

Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):

» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)

» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)

» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):

» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)

» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia

» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público. WhatsApp: (61) 9366-9229 - Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468

» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais. Telefone: (61) 2326-461.

Assista à entrevista na íntegra:

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