Os 88 casos de mpox registrados no Brasil em 2026 — com um confirmado em Brasília — ainda não configuram epidemia, mas exigem vigilância e atenção da população. O alerta foi feito pelo infectologista Henrique Lacerda, do Hospital Brasília, da Rede Américas, durante entrevista ao CB.Saúde, parceria entre o Correio e a TV Brasília. Na bancada estavam os jornalistas Sibele Negromonte e Ronayre Nunes. O especialista também chamou atenção para o sarampo, doença altamente contagiosa, e reforçou a importância da vacinação para evitar novos surtos.
Segundo o especialista, a mpox tem baixa letalidade e transmissão controlável, o que permite identificar casos, isolar pacientes e monitorar contatos. A doença é causada por um vírus identificado na década de 1970, inicialmente transmitido de animais para humanos, mas que passou a permitir contágio entre pessoas. A transmissão ocorre por contato direto por meio de lesões, secreções, objetos contaminados ou contato físico prolongado, não estando restrita a grupos específicos.
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Os sintomas incluem febre, dores no corpo, aumento dos linfonodos e, posteriormente, lesões na pele que podem se espalhar pelo corpo. A maioria dos casos evolui bem, mas pessoas imunossuprimidas podem apresentar complicações. A vacinação contra a mpox está disponível no SUS para grupos prioritários, e o isolamento deve ser mantido até o desaparecimento completo das lesões.
Ao comentar sobre o sarampo, que, de acordo com o Ministério da Saúde, registrou 38 casos no país no ano passado, Lacerda destacou que a doença tem alto poder de transmissão e pode causar complicações graves, especialmente em crianças pequenas, idosos e imunossuprimidos. Para ele, manter a carteira vacinal atualizada é a principal forma de proteção individual e coletiva.
