
Os efeitos da guerra no Oriente Médio, após ataques conduzidos pelos EUA e Israel contra o Irã, já refletiram no preço do combustível no Distrito Federal. Segundo Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF, apesar da queda no valor nas últimas duas semanas, as distribuidoras entregam, nesta quinta-feira (5/3), diesel com aumento de 0,20 centavos no litro e gasolina com elevação de 0,03 centavos no litro.
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Em alguns postos, a gasolina estava R$ 6,42 e foi para R$ 6,45; enquanto o diesel passou de R$ 6,69 para R$ 6,89. "Se a guerra continuar, muito provavelmente os valores continuarão em alta. Hoje, a defasagem da Petrobras é de R$ 1,60 no diesel e R$ 0,70 na gasolina frente ao mercado internacional", afirma Paulo Tavares, ao Correio.
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O Sindicombustíveis-DF representa a maioria dos postos de gasolina, combustíveis e serviços automotivos localizados em todo o DF, incluindo áreas como Brasília, Taguatinga, Ceilândia, Gama, Sobradinho. Abastecendo em Taguatinga, o aposentado José Faustino, 61 anos, lamenta o aumento. "Já era de se esperar. Com essa guerra no Oriente Médio, a primeira coisa que os postos fazem é subir o preço. Infelizmente, quem paga a conta somos nós", comenta.
Por estar aposentado, José conta não sentir tanto esse peso no bolso no dia a dia, mas diz ser complicado para aqueles que estão na 'correria'. "Eu acho que o Brasil, enquanto exportador de petróleo, devia mudar essa política e reduzir impostos, como o ICMS, para aliviar um pouco", opina.

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