Roubo

Acusados de roubar R$ 1 mi em mansão após se passarem por vidraceiros são presos

Quadrilha fingiu prestar serviço na residência para cometer o roubo. Um dos autores havia trabalhado na mansão dias antes e repassou informações aos comparsas

Criminosos se passaram por vidraceiros para cometer o roubo -  (crédito: PCDF/Divulgação)
Criminosos se passaram por vidraceiros para cometer o roubo - (crédito: PCDF/Divulgação)

A Polícia Civil (PCDF), por intermédio da Delegacia de Roubos e Furtos da Coordenação de Crimes Patrimoniais (DRF/CORPATRI), concluiu as investigações sobre um roubo milionário ocorrido em uma mansão do Lago Sul, em agosto de 2024. Os criminosos — presos nesta quinta-feira (5/3) — se passaram por prestadores de serviço de vidraçaria para entrar na residência.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

O furto ocorreu em 8 de agosto de 2024 e foi captado por câmeras do circuito interno de segurança da casa. As imagens mostraram a chegada de três suspeitos. Com bonés e máscara facial, um deles chama na porta e é recepcionado pelo caseiro. Quando o funcionário abre o portão, é rendido sob ameaça de arma de fogo.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Na casa, as vítimas foram imobilizadas com lacres plásticos e confinadas em um banheiro. Nove relógios de luxo, além de quantias em dólar, peso argentino e real foram levados pelo grupo. O prejuízo estimado foi de R$ 1 milhão.

Articulação

A polícia descobriu que um dos autores prestou serviço na residência dias antes do crime. Ele trabalhava para uma empresa de vidros e repassou informações sobre a rotina dos moradores e a localização dos bens valiosos aos comparsas.

O veículo utilizado pelos ladrões na fuga, um Gol prata, tinha a placa clonada. Por meio do cruzamento de dados e análise técnica, a equipe chegou à placa original e ao seu proprietário, que confirmou ter emprestado o automóvel para um dos criminosos.

O grupo tem mais de 20 ocorrências policiais relacionadas ao crime de estelionato. Segundo a PCDF, o modus operandi habitual consistia em iniciar serviços residenciais e não os concluir, retendo os valores pagos e causando prejuízo financeiro às vítimas. No entanto, no caso do roubo, os suspeitos aproveitaram da facilidade da rotina das vítimas e da intimidade com elas.

Os autores vão responder por roubo circunstanciado (concurso de pessoas, restrição de liberdade das vítimas e emprego de arma de fogo) e adulteração de sinal identificador de veículo.

  • Google Discover Icon
postado em 05/03/2026 17:41
x