
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso para a semana. O volume de chuva, 30mm a 60mm, e os fortes ventos (60-100km/h), previstos para os próximos dias, podem causar corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Para o meteorologista do órgão Olívio Bahia, nos próximos cinco a sete dias, haverá pouca mudança na condição atmosférica, o que pode indicar a continuidade das chuvas
Ele destaca que todo o DF está sob alerta para tempo severo e explica que toda a região está sob instabilidade, não sendo possível confirmar com exatidão quando vai parar de chover. "Toda a área marcada está com a atmosfera bem instável, e há chance de chuva severa", disse. O especialista também comentou que há muita chance de instabilidade. "Eu diria que, pelo menos, até domingo essa instabilidade segue", acrescentou.
Morador de São Sebastião, Gregório Rodrigo dos Santos, 72 anos, mostra preocupação pelo aumento de alagamentos no DF: "Mudou muito. Sempre tem enxurradas, agora, pelo menos nas periferias". O vendedor autônomo menciona as ruas esburacadas, engarrafamento pesado e vias perigosas que fazem parte do dia a dia da população, principalmente aqueles que pegam ônibus, que aprenderam a conviver com o transporte lotado e incerteza na época de chuva. Durante a temporada, Gregório toma cuidado. Sempre verifica a previsão do tempo e, se há alerta para alagamentos, às vezes, nem sai de casa.
Apesar do susto nos moradores de Ceilândia e de outras regiões atingidas pelas precipitações, Olívio ressalta que a quantidade de chuva é normal para esta época do ano. "Esse período chuvoso costuma acabar no final de abril. Em maio, o período de seca tem início e costuma se alongar até o fim de setembro", explicou.
Maria das Dores, 62 anos, fica preocupada com os ventos fortes no período. "Nesse último domingo, eu estava em um quiosque e começou a chover muito forte. Parecia que as telhas iam sair voando", contou. Moradora do Guará 1, Maria relata que não costuma pegar transporte coletivo nos horários em que as chuvas se agravam, mas, mesmo assim, está sempre com o guarda-chuva na bolsa.
*Estagiário sob a supervisão de Márcia Machado

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