Investigação

Policial acusado de espionagem foi contratado para vigiar esposa de ex-ministro

Ailton Francisco Ferreira, 60 anos, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na segunda-feira (16/3). Segundo a investigação, ele obtinha dados pessoais de autoridades políticas e cidadãos para fins pessoais

Alton foi alvo de mandado de busca e apreensão -  (crédito: Redes sociais)
Alton foi alvo de mandado de busca e apreensão - (crédito: Redes sociais)

O policial civil aposentado investigado por acessar dados e informações restritas a órgãos públicos do Distrito Federal já foi contratado, em 2017, para investigar os rastros da mulher do ex-ministro Ademar Gonzaga, aposentado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Naquele ano, a vítima relatou episódios violentos sofridos pelo então companheiro, tais como agressões físicas e verbais. 

Ailton Francisco Ferreira, 60 anos, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na segunda-feira (16/3). A investigação contra ele gira em torno de monitoramentos ilegais feitos a autoridades públicas, empresários e outros cidadãos do DF. A suspeita era de que os dados eram obtidos irregularmente por sistemas restritos da administração pública, incluindo da PCDF. 

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O policial é papiloscopista e, até a data da operação, exercia cargo comissionado na Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Desde maio de 2021, era encarregado pelo setor de tratamento de dados pessoais, segundo publicação do Diário Oficial do DF.

Em 2017, Ailton foi investigado por monitorar, em julho, os passos de Élida Souza Matos, então mulher do ex-ministro Ademar. O serviço foi prestado em um período no qual Ademar não estaria em Brasília. O caso foi denunciado pela própria vítima à Polícia Civil e faz parte do rol de queixas contra o marido. Em um dos depoimentos, Élida relatou que Ademar teria atirado enxaguante bucal no rosto dela e, depois, empurrado. Declarou, ainda, ter sido xingada de vários nomes pejorativos. 

Operação 

O policial Ailton teve celulares, notebooks e R$ 15 mil apreendidos durante a operação coordenada pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), subordinada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor). 

As consultas que ele fazia, afirma a PCDF, teriam sido utilizadas para fins particulares ainda não identificados em benefício de empresa privada vinculada ao próprio investigado, hipótese que está sendo apurada no inquérito policial.

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postado em 17/03/2026 22:08
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