MANIFESTAÇÃO DOS PROFESSORES

Professores do DF não decretam greve, mas aprovam calendário de mobilizações

Em assembleia com votação on-line inédita, categoria do magistério exige reestruturação da carreira, nomeação de concursados e melhorias nas condições de trabalho no ensino especial

Letícia Mouhamad
postado em 18/03/2026 13:37 / atualizado em 18/03/2026 16:17
Professora de geografia Cátia Garcia em assembleia dos professores  -  (crédito:  Carlos Vieira CB/DA Press. )
Professora de geografia Cátia Garcia em assembleia dos professores - (crédito: Carlos Vieira CB/DA Press. )

O magistério público do Distrito Federal realiza, nesta quarta-feira (18/3), a primeira assembleia geral de 2026. O evento, que conta com uma votação digital inédita para definir os rumos do movimento, começou no estacionamento da Funarte e os professores seguem agora em manifestação para a frente do Palácio do Buriti. A categoria decidiu não decretar greve imediata, mas aprovou um calendário de lutas que prevê nova paralisação e assembleia para o dia 15 de abril.

A diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Márcia Gilda, afirma que a prioridade é a efetivação da reestruturação da carreira, pauta que está em mesa de negociação com as secretarias de Economia, Educação e a Casa Civil.

"Lutamos por valorização e melhores condições de trabalho. Hoje, são mais de 15 mil professores em condições precarizadas", declara, citando atrasos e erros no pagamento de temporários. "O amor pela profissão não paga conta. Precisamos que a reestruturação saia da mesa e se torne concreta", completa.

  • Deputado distrital Chico Vigilante em assembleia dos professores
    Deputado distrital Chico Vigilante em assembleia dos professores Carlos Vieira CB/DA Press.
  •  18.03.2026 Carlos Vieira CB/DA Press. Assembleia dos professores. FUNARTE. Votação por celular. Chico Viilante e Erika Kokay.
    18.03.2026 Carlos Vieira CB/DA Press. Assembleia dos professores. FUNARTE. Votação por celular. Chico Viilante e Erika Kokay. Carlos Vieira CB/DA Press.
  • Professora de geografia Cátia Garcia em assembleia dos professores
    Professora de geografia Cátia Garcia em assembleia dos professores Carlos Vieira CB/DA Press.
  • Professora de geografia Cátia Garcia em assembleia dos professores
    Professora de geografia Cátia Garcia em assembleia dos professores Carlos Vieira CB/DA Press.
  •  18.03.2026 Carlos Vieira CB/DA Press. Assembleia dos professores. FUNARTE. Votação por celular. Chico Viilante e Erika Kokay.
    18.03.2026 Carlos Vieira CB/DA Press. Assembleia dos professores. FUNARTE. Votação por celular. Chico Viilante e Erika Kokay. Carlos Vieira CB/DA Press.
  •  18.03.2026 Carlos Vieira CB/DA Press. Assembleia dos professores. FUNARTE. Votação por celular. Chico Viilante e Erika Kokay.
    18.03.2026 Carlos Vieira CB/DA Press. Assembleia dos professores. FUNARTE. Votação por celular. Chico Viilante e Erika Kokay. Carlos Vieira CB/DA Press.
  •  18.03.2026 Carlos Vieira CB/DA Press. Assembleia dos professores. FUNARTE. Votação por celular. Chico Viilante e Erika Kokay.
    18.03.2026 Carlos Vieira CB/DA Press. Assembleia dos professores. FUNARTE. Votação por celular. Chico Viilante e Erika Kokay. Carlos Vieira CB/DA Press.
  • Bárbara Costa e Rairi de Carvalho em assembleia dos professores
    Bárbara Costa e Rairi de Carvalho em assembleia dos professores Carlos Vieira CB/DA Press.
  • Bárbara Costa e Rairi de Carvalho em assembleia dos professores
    Bárbara Costa e Rairi de Carvalho em assembleia dos professores Carlos Vieira CB/DA Press.
  • Professores do DF iniciam ciclo de mobilizações com assembleia geral e paralisação das atividades
    Professores do DF iniciam ciclo de mobilizações com assembleia geral e paralisação das atividades Carlos Vieira CB/DA Press

No caminho para o Buriti, os educadores reforçaram pautas específicas sobre a realidade das escolas. A professora de geografia Cátia Garcia enfatizou a urgência de compromisso governamental. "Tudo passa pela educação e estamos diante de um governo que não demonstra compromisso com a saúde nem com a educação pública", afirmou a docente durante as intervenções.

Já a professora Bárbara Costa, do Centro de Ensino Especial 1 de Taguatinga, criticou a tentativa de aumento do número de alunos com Transtorno do Espectro Autista por professor. "A proporção atual é de um professor para dois estudantes, e querem aumentar para três, mesmo com falta de espaço físico", explicou.

O professor de português Rairi de Carvalho também destacou a defesa da saúde mental e do descanso digno, vinculando o movimento local à luta nacional pelo fim da escala 6x1. Além das condições pedagógicas, a assembleia ratifica a exigência pelo zeramento do banco de aprovados do concurso de 2022 e a publicação de novo edital. A categoria agora aguarda avanços nas negociações oficiais até a próxima paralisação marcada para abril.

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