Canoagem

Segundo dia de competição de canoagem no Lago Paranoá tem pódio com brasiliense

A segunda etapa do campeonato brasileiro de Va'a reuniu centenas de atletas de todo o país. Para além da competição, o evento é um espaço acolhedor e de esperanças

O campeonato brasileiro de sprint de Va'a, também conhecida como canoa havaiana ou polinésia, teve, na tarde deste sábado (7/3), o segundo dia de competições na capital federal. A etapa reuniu equipes de diversos estados do Brasil para competições masculinas e femininas, de 150m a 1000m, com categorias em grupo e individuais. Entre as premiadas, as atletas master 40 feminino da equipe Remo Brasília conquistaram o terceiro lugar.

A competição, que ocorreu no Parque das Águas, no Lago Paranoá, tem um gostinho especial. Além das medalhas e da sensação de dever cumprido, as provas integram a etapa classificatória do Campeonato Brasileiro de Va'a 2026, que garante vaga para o mundial do esporte, em Singapura, em agosto deste ano.

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Durante o segundo dia de provas, foram realizadas mais de 60 competições em diversas categorias, que reuniram jovens menores de 18 anos até idosos com mais de 70. Entre as representantes da capital, as atletas da categoria 40 master do time Remo Brasília participaram de diversas competições. Gehysa, 40 anos, comentou sobre a felicidade de realizar uma prova tão importante em casa. "O Lago é maravilhoso para a canoagem. É muito bom poder realizar essa prova em uma lugar que a gente conhece", disse.

O esforço de meses de treino deu resultados. Além da medalha, o time Remo Brasília conquistou a vaga para o mundial. "É uma grande conquista. Representa todo o esforço da equipe. Agora é rumo ao Mundial", comentou a atleta.

Atletas de outros estados também marcaram presença na competição. A equipe de canoagem do Rio de Janeiro, Va'a Paraty irá competir os três dias. A equipe 60+, comandada por Marco Provetti, 65, competiu em uma categoria de atletas 10 anos mais jovens. O capitão do time afirma que utiliza a categoria como um desafio. "Nós sempre queremos novos desafios. Então, é sempre bom competirmos com atletas mais jovens para superarmos cada vez mais o nosso limite", disse. 

Os atletas de São Paulo, Cecília Faour, 44, e João Passos, 64, têm deficiência visual foram os únicos atletas deficientes visuais da competição. No esporte há 11 anos, Cecília comenta a importância de incluir cada vez mais pessoas no esporte. "Ainda é um espaço muito recluso para nós. Mas a gente sabe que tem pessoas interessadas no esporte. Meu pedido é que apresentem o esporte para cada vez mais deficientes visuais", disse. 

Luiz Fellipe Alves/CB/DA Press -
Luiz Fellipe Alves/CB/DA Press -
Luiz Fellipe Alves/CB/DA Press -

Na capital pela primeira vez, a atleta do Vasco da Gama de Santos conta que conseguiu atrair uma brasiliense para conhecer o esporte. "Eu entrei em contato com algumas pessoas e me falaram dessa moça. Ela estará conosco para sentir a emoção da prova no próximo domingo", contou. 

Por sua vez, João Passos começou na canoagem há apenas três anos. Apesar do pouco tempo de jornada, ele competiu em inúmeras provas. Ele comenta que inciar no esporte salvou a sua vida "Eu ficava só dentro de casa, não saía para nada. Foi muito bom começar a praticar canoagem, me deu esperança de viver", afirmou. Passos integra a equipe Santista Va'a, de Santos, além da canoagem, ele também faz outros treinos para a saúde. "Eu faço musculação e pedaladas cegas. Para a minha idade, é muito bom manter-se ativo", acrescentou.

A competição segue para o seu terceiro e último dia. Neste domingo (8/3), serão disputados outras finais, como as competições individuais juniores e master, tanto feminino como masculino.

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