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Brasília receberá em junho o maior evento de games do país

Ao CB.Poder, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, detalhou políticas públicas, como a de conectividade gratuita, para garantir que a população do DF tenha acesso aos avanços científicos recentes

Por Manuela Sá* — Ações para a promoção do acesso ao conhecimento científico foram discutidas, nesta segunda-feira (9/3), no programa CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Às jornalistas Mariana Niederauer e Sibele Negromonte, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Rafael Moreira Vitorino, falou sobre o evento Space Today, realizado na capital entre os dias 5 e 8 de março, dentro da iniciativa Ciência na Estrada, e a Campus Party, que ocorre em junho deste ano. Confira, a seguir, os principais pontos.

Como foi a segunda edição do Space Today, realizada em Brasília neste fim de semana?

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Essa edição foi muito bacana porque colocou esse evento, que já era um dos cinco maiores do Brasil, na posição de segundo em termos de público. A gente atingiu 71 mil pessoas ao longo desses quatro dias, com diversas atrações na área de ciência e tecnologia. Esse encontro está chegando muito perto de ser equiparado a Campus Party. Lógico que com pegadas diferentes. Ele vai muito ao encontro ao que a gente tem planejado, que é uma popularização da ciência dentro do Distrito Federal. Com o Ciência na Estrada, a gente leva ciência de forma itinerante para todas as regiões administrativas de uma forma lúdica e divertida para realmente prender a atenção da criança e estimular o interesse por esses assuntos. O Space Today nasce do Ciência na Estrada. Ele vem com o Sérgio Sacani, grande astrônomo e geofísico, liderando esse processo com uma pegada diferente.

Este é o segundo ano do Ciência na Estrada. Como funciona esse trabalho? 

É uma política pública do Governo do Distrito Federal (GDF) que foi renovada e vai estar vigente até o final de 2026. Ela fica um período de sete a 10 dias em cada cidade. São abertas algumas inscrições e alunos da rede pública também são levados ao local para participar. Vale lembrar que ele é aberto para todos, tanto da rede pública quanto da privada. É aberto para população, em geral, que quiser acompanhar e conhecer o projeto.

A pasta também tem o projeto Wi-Fi Social. Como funciona? 

O Wi-Fi Social é uma política pública que eu costumo dizer que funciona muito bem. Meço isso pela Ouvidoria. São poucas as reclamações que recebemos por lá. Ele, hoje, não tem custo nenhum para o GDF. É uma política de credenciamento: a gente credencia as empresas que querem explorar aquela atividade de Wi-Fi nas regiões. As empresas, automaticamente, podem explorar uma publicidade. A gente vai chegar a um número de 200 pontos instalados em Brasília. Inclusive, o lançamento desse ponto de número 200 vai acontecer em um restaurante comunitário. Nós colocamos pontos em todos os restaurantes comunitários, avançamos para grandes espaços públicos, para a rodoviária e para postos de saúde. São muitos acessos por ano. Dentro do Wi-Fi Social, a gente embarca em outras políticas públicas. Temos uma parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-DF). Quando a pessoa entra para fazer o primeiro acesso dentro do Wi-Fi, ele é obrigado a ver uma publicidade. Uma das primeiras publicidades que se vê, hoje, é a dos desaparecidos.

No meio do ano, vamos receber, pela segunda vez, o maior evento de games do país, que é a Campus Party. Quais são as novidades para esta edição? Como foi a negociação para manter em Brasília esse evento nacional?

A Campus é um evento que está consolidado em Brasília, consta no calendário oficial do governo. Não foi nada difícil trazer essa segunda edição para cá, tendo em vista que Brasília se tornou referência nesse evento nos últimos anos. Foi algo que aconteceu de forma bem natural. A Campus Party não é só um evento de games. Ela envolve um pouco de ciência, um pouco de tecnologia, até um pouquinho de economia criativa. É um projeto bem completo. No ano passado, foram mais de 150 mil pessoas e, para este ano, a gente está projetando algo em torno de 200 mil pessoas ao longo dos quatro dias. Tem algumas novidades que a gente ainda não pode adiantar, mas a base da edição anterior será mantida. Este ano terá uma pegada diferente, puxando para a astronomia e para a ciência, dentro desse movimento que a gente quer fazer de popularização da ciência. 

E vai ser no mesmo local? 

A gente tem levado esses grandes eventos todos para o estádio, que é um local super bem adaptado para receber essa grande quantidade de pessoas. Então, a Campus vai ocorrer em junho deste ano, mas ainda não temos uma data definida. Tudo indica que depois do dia 10, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. 

*Estagiária sob supervisão de Patrick Selvatti 

Assista à entrevista

 

 

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