A desembargadora Maria de Lourdes Abreu morreu, aos 73 anos, na noite desta quarta-feira (18/3), às 21h20, no Hospital Sírio-Libanês, onde estava internada. Ela tratava um câncer no pulmão, que evoluiu para metástase no cérebro, e teve falência múltipla de órgãos.
Integrante do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) desde 2014, Maria de Lourdes ocupava, atualmente, o cargo de ouvidora-geral da Corte no biênio 2024-2026, função voltada à interlocução entre o tribunal e a sociedade. Também presidia a 1ª Câmara Cível e a 3ª Turma Cível, com atuação relevante em julgamentos nas áreas de direito público e privado.
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A magistrada ingressou no TJDFT pelo chamado “quinto constitucional”, em vaga destinada ao Ministério Público, após uma longa trajetória como procuradora de Justiça. Ela iniciou a carreira no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em 1981, somando mais de quatro décadas de atuação no serviço público jurídico.
Neste ano, foi internada para dar continuidade ao tratamento da doença. A pedido dela, o corpo será cremado em Valparaíso de Goiás nesta sexta-feira (20/3). Maria de Lourdes era casada e não tinha filhos.
Repercussão
Na rede social X, a vice-governadora do DF, Celina Leão, lamentou a morte da desembargadora: "Com profundo pesar, recebo a notícia do falecimento da desembargadora Maria de Lourdes Abreu, cuja trajetória foi marcada pela dedicação incansável à Justiça e ao serviço público. Ao longo de sua carreira, construiu um legado de integridade, firmeza e compromisso com a aplicação do Direito, tendo exercido com excelência funções de grande relevância no Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e, posteriormente, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", escreveu.
"Sua atuação foi pautada pelo respeito às instituições, pela defesa da ordem jurídica e pela sensibilidade diante das causas que exigiam equilíbrio e responsabilidade. Mulher de trajetória sólida e admirável, deixa uma contribuição significativa para o fortalecimento da Justiça e para a formação de gerações de profissionais que tiveram em sua conduta um exemplo. Neste momento, manifesto minha solidariedade à família, aos amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ela. Que Deus conforte os corações e a receba em seus braços", conclui Celina.
O desembargador Roberval Casemiro Belinati, primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), declarou: “Ela honrou a todos em cada instante de sua vida. No Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, onde serviu com dedicação como promotora e procuradora de Justiça, e no Tribunal de Justiça, como desembargadora oriunda do quinto constitucional, construiu uma trajetória marcada pela retidão, pela sensibilidade humana e pelo compromisso inabalável com a Justiça".
Belinati disse, ainda, que Maria de Lourdes deixa "um legado que transcende a função: o legado do amor, do carinho, do acolhimento e da escuta generosa". "Cristã fervorosa, viveu para servir ao próximo e para fazer o bem, com humildade e fé. Sua partida nos causa profunda saudade, mas também nos conforta a certeza de que agora retorna aos braços de Deus, para cumprir nova missão. Louvado seja Deus por sua vida tão plena de significado e por sua missão, tão dignamente cumprida.”
