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Educação é o caminho para romper herança patriarcal, afirma ministra do TST

Antes do início do CB Debate, Delaíde Alves Miranda destacou que o enfrentamento ao feminicídio exige ir além das leis e focar na conscientização escolar

A ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Delaíde Alves Miranda defende que o combate à violência de gênero no Brasil demanda uma mudança estrutural que começa na educação. A fala ocorreu antes do início do painel no CB Debate O Brasil — pelas Mulheres, que ocorre na manhã desta terça-feira (24/3). A magistrada ressalta que, embora o país possua uma legislação robusta e esteja alinhado a tratados internacionais de igualdade, ainda enfrenta o peso de uma formação histórica excludente.

"Nós temos no Brasil uma herança escravocrata que traz de uma forma muito forte na sua estrutura o machismo e toda essa herança patriarcal que a nossa geração recebeu e tem que lidar com ela", pontua a ministra. Segundo Delaíde, a eficácia das leis contra o feminicídio e a violência doméstica está diretamente ligada à capacidade da sociedade de introduzir o respeito aos direitos da mulher já no ambiente escolar. "Temos que procurar todos os caminhos; não só o da lei, mas o da educação", reforça.

Para a ministra, iniciativas de conscientização promovidas pelo Correio são fundamentais para frear os índices crescentes de violência. Ela enfatiza que a construção de uma cultura de proteção é um esforço geracional necessário para garantir que a igualdade deixe de ser apenas um texto legal e se torne uma prática cotidiana.

Leia também: Mais que leis: as ideias para mudar a cultura da violência no país; acompanhe

Atuação integrada

Gratuito e aberto ao público, o CB Debate com o tema O Brasil — pelas Mulheres: formação para uma cultura de proteção, coloca em pauta o enfrentamento à violência contra a mulher a partir da educação e da atuação integrada entre instituições. O encontro ocorre no auditório do Correio Braziliense, com participação de autoridades, juristas, educadoras e representantes da sociedade civil. A proposta é ampliar o diálogo e incentivar a construção de estratégias conjuntas para fortalecer a cultura de proteção às mulheres no DF. (Assista abaixo)

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