ANIVERSÁRIO DE CEILÂNDIA

Feira Central da Ceilândia ultrapassa comércio e vira ponto de encontro

Espaço na região central de Ceilândia movimenta a economia local com produtos acessíveis e uma diversidade de opções para os consumidores

No centro de Ceilândia, a Feira Central mostra que é muito mais do que um espaço de compras. Com cerca de 500 lojas, o local vive de quarta-feira a domingo com corredores cheios e bancas movimentadas, sendo um dos principais polos comerciais da região. Para muitos, é o lugar ideal para encontrar produtos com preços acessíveis. Outros encontram facilidade de acesso mesmo durante a rotina de trabalho, pois moram na região.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Ceilândia (Acic), Eduardo Lima, ressalta a força econômica da cidade. "Nosso comércio é pujante, forte e dinâmico. Todos os dias são abertos negócios de todos os portes. Vencemos várias barreiras para a abertura e crescimento de empresas com a atualização da Lei de Uso e Ocupação do Solo. Ceilândia contribui com mais de 30% da arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os cofres do Governo do Distrito Federal (GDF)", observa.

"Isso, por si só, mostra a importância do comércio e da indústria. Nossa cidade é um grande polo de material de construção, e todas as grandes empresas começaram ou se instalaram aqui. Temos mais de 25 mil CNPJs na cidade", completa Lima.

A conexão afetiva com a Feira Central também aparece na fala de quem começou mais recentemente, como a gerente Verônica Barbalho, 25, da loja Elly Joias Fashions. Ela destaca a acessibilidade e a proximidade como fatores importantes para quem trabalha e consome na região.

"É uma loja de moda mais sofisticada e bem acessível. Temos roupas casuais, de academia e joias, inclusive peças plus size. O pessoal mais humilde pode vir comprar com um preço mais acessível. Acho nosso público muito educado. Por dia, passam umas 50 a 60 pessoas na loja", relata.

"A maior parte das pessoas procura coisas mais baratas, mas também com qualidade. É muito bom trabalhar aqui porque é perto, não preciso pegar ônibus. Venho andando. E o salário é bom, dá para sobreviver com o mínimo, consigo sair, comprar minhas coisas, o aluguel é barato", acrescenta.

Para quem está há mais tempo, a feira representa não apenas sustento, mas também pertencimento. O comerciante Francisco Assis, 53, atua há cerca de 20 anos no local com a venda de roupas íntimas ao lado da esposa.

"Sempre trabalhei com confecção nessa mesma feira. Não é fácil mexer com roupa íntima, precisa ter conhecimento de preço, qualidade, acabamento e atendimento. Muitas mulheres preferem que eu, como homem, atenda, porque tenho muita paciência para ajudar a escolher. A feira é boa por ser centralizada. Eu não desejo mudar daqui", afirma.


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