
Sete pessoas foram condenadas por envolvimento no homicídio qualificado de Geves Alves da Silva, que foi morto por ordem da ex-mulher após conselho espiritual. O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou os criminosos nesta quarta-feira (25/3) a penas que, somadas, ultrapassam 167 anos de reclusão. Os réus estão presos e não podem recorrer em liberdade.
O crime ocorreu em 16 de abril de 2023, na QNM 18, em Ceilândia. Geves Alves da Silva saía de um culto religioso, quando foi surpreendido por disparos vindos de uma moto que se aproximou do veículo. No momento do crime haviam outros passageiros no carro, incluindo a então esposa do falecido, que conseguiram se abaixar e se proteger. Geves foi atingido na cabeça e faleceu dias depois.
O homicídio foi encomendado por Aíla, ex-esposa da vítima, que foi condenada por participação, como mandante, com pena fixada em 24 anos e seis meses de prisão. Aíla e Greves tinham um filho, resultado de um relacionamento marcado por conflitos. A mulher mantinha a guarda da criança, enquanto o pai tinha direito a visitas.
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Com auxílio da amiga Stephanie — condenada em 21 anos, 10 meses e 15 dias —, Aíla comprou a moto empregada no esquema em um leilão e organizaram a vinda dos assassinos de Ipojuca (PE) a Brasília.
Alex Sandro da Silva, Ezequiel Severino da Silva e Ebson Damião dos Santos foram encomendados para realizar estudos de rotina da vítima e assassiná-lo. Ebson, condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, intermediou o contato com os homens para a execução. Dirigia a moto Ezequiel, condenado a 37 anos e quatro meses, e Alex realizou os disparos, condenado a 31 anos, nove meses e 15 dias.
Alex e Ezequiel foram condenados pela prática de homicídio qualificado por pagamento como recompensa e pelo crime de tentativa de homicídio da companheira da vítima. Ebson, por sua vez, foi condenado por homicídio qualificado por pagamento como recompensa.
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Participaram, ainda, Francisca Diva Oliveira da Silva, conselheira espiritual de Aíla que incentivou o crime e orientou sobre o momento para a execução, e Nádia, companheira de Stephanie, que comprou a arma utilizada. As duas foram condenadas por participação no homicídio da vítima. Francisca ficará 15 anos, sete meses e 15 dias presa, enquanto Nádia Nonata de Santana ficará 18 anos e nove meses.
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