Cristalina

Ônibus que saiu do DF pega fogo e passageiros ficam 7 horas na BR-050

O coletivo transportava 35 passageiros de Brasília com destino ao Estado de São Paulo. Os viajantes afirmam terem ficado sete horas na beira da pista, sem qualquer tipo de assistência

Um ônibus da Viação Catedral pegou fogo na noite dessa segunda-feira (23/3), na BR-050, na altura de Cristalina (GO). O veículo interestadual transportava 35 passageiros de Brasília com destino a São Paulo. Os viajantes afirmam terem ficado sete horas na beira da pista, sem qualquer assistência.

Dennis Heiderich, 34 anos, era um dos ocupantes. Natural de São Paulo, o advogado estava há dois anos em Brasília e voltava para SP. Ele conta que embarcou às 18h45 na Rodoviária Interestadual de Brasília. No meio da viagem, o ônibus foi parado em um posto da pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Goiás. “Os próprios policiais já tinham identificado algo de errado na parte de trás (do ônibus). Mas não sabíamos o que era. Seguimos viagem”, detalha.

Por volta das 21h, os passageiros se assustaram com um clarão, com o ônibus ainda em movimento. O motorista desceu para checar. Depois, bateu na janela para pedir que as pessoas descessem. “Um dos passageiros conseguiu abrir a porta manualmente. Mas até então achávamos que tinha sido algum atropelamento. A fumaça já estava entrando para dentro.” Apesar de ninguém ter ficado ferido, pessoas entraram em crise de pânico.

Poucos conseguiram retirar as malas do bagageiro. Dennis perdeu tudo. Só salvou a mochila de mão que guardava um notebook e uma bíblia. “Minha mudança toda foi queimada. Sou advogado e até ternos eu perdi. Muita coisa de valor”, disse.

Risco

Não bastasse o incêndio e a perda de bens materiais, os passageiros relatam terem ficado mais de sete horas no acostamento da pista, próximo à área de mata. A empresa responsável pela via, a Ecovias, mandou equipe ao local. Segundo Dennis, os representantes apenas recolheram os nomes dos ocupantes.

O ônibus de resgate enviado foi conduzido pelo mesmo motorista do anterior, que ainda estava abalado com a situação, afirmam as vítimas. “Mandaram um ônibus sem uma garrafa de água, sendo que escapamos de um incêndio, respirando fumaça. Fomos parar três horas depois de viagem, com crianças e idosos no veículo”, pontuou o advogado.

A reportagem tentou contato com a Viação Catedral e com a Ecovias, mas não obteve retorno até a última atualização dessa reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

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