Investigação

Rastro de financiador de furtos a joalherias leva a bloqueio de R$ 13 milhões

Operação desencadeada pela Polícia Civil do Estado da Bahia resultou na prisão de 10 pessoas em seis estados

Aeronave estava entre os bens apreendidos pela polícia -  (crédito: PCBA/Divulgação)
Aeronave estava entre os bens apreendidos pela polícia - (crédito: PCBA/Divulgação)

A investigação sobre um furto milionário a uma joalheria de Salvador (BA), atribuído à quadrilha "Piratas dos Shoppings", de Santo Antônio do Descoberto (GO), levou a Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA) a desencadear uma megaoperação em seis estados. A ação resultou na prisão de 10 pessoas e no bloqueio de 55 contas ligadas aos alvos, que movimentaram cerca de R$ 13 milhões entre 2020 e 2025 provenientes das atividades criminosas.

Em 26 de janeiro de 2025, dois homens integrantes da quadrilha saíram de Santo Antônio e viajaram até Salvador. O plano era furtar a joalheria de um shopping da capital baiana. A artimanha deu certo e a dupla levou mais de R$ 1 milhão em pedras preciosas.

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Gabryel é apontado como um dos financiadores do grupo
Gabryel é apontado como um dos financiadores do grupo (foto: Redes sociais)

Ao longo das apurações, a polícia chegou à identificação de um homem apontado como financiador da dupla. Trata-se de Gabryel Expedito Nascimento de Lima, 20 anos. Ele era o "cabeça" daquele furto: negociava a venda das joias com os receptadores ou derretia o ouro para a comercialização ilegal. Gabryel chegou a morar no município goiano epicentro da quadrilha, mas foi alvo de um mandado de prisão em um presídio de Aracaju (SE) — ele já estava detido por uma investigação anterior da Polícia Federal.

Bloqueio

Na quarta-feira (1º/4), a PCBA cumpriu mandados em Aracaju, Goiânia, Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Foram apreendidos veículos de luxo, uma moto aquática, uma aeronave e R$ 9 mil em dinheiro.

Segundo o Departamento Especializado de Investigações Criminais, que conduziu o caso por cerca de um ano, o grupo usava bens de alto valor para ocultar recursos de origem ilícita. A investigação aponta ainda uso da aeronave para apoio logístico ao transporte de drogas e deslocamento de integrantes.

A polícia afirma que a organização tinha divisão de tarefas, com atuação que incluía furtos em centros comerciais, fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Ao todo, 55 contas foram bloqueadas.

Participaram da operação equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, do Laboratório de Lavagem de Dinheiro e de núcleos de inteligência, com apoio das polícias civis de outros estados e da Polícia Rodoviária Federal.

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postado em 05/04/2026 20:26
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