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Uso de profilaxia contra o HIV no DF triplica e ultrapassa meta nacional

Medicação PrEP está disponível para qualquer pessoa. Nos últimos oito anos, mais de 7 mil cidadãos acessaram o insumo

Medicamento PrEP que ajuda na prevenção do HIV -  (crédito: Agência Brasília)
Medicamento PrEP que ajuda na prevenção do HIV - (crédito: Agência Brasília)

A cobertura da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) no Distrito Federal mais que triplicou nos últimos três anos. Dados do Ministério da Saúde apontam que a taxa de uso passou de 3,39 em 2023 para 10,26 em fevereiro deste ano, mostrando a efetividade do trabalho contínuo do GDF para expandir o acesso à medicação. Atualmente, o tratamento preventivo é distribuído em mais de 20 equipamentos de saúde em diversas regiões administrativas, de modo gratuito, confidencial e seguro.

O Ministério da Saúde utiliza o indicador de razão PrEP para avaliar a cobertura da medicação, que mostra quantas pessoas estão em uso para cada nova pessoa com HIV vinculada ao tratamento. Segundo o ministério, para que haja implementação dessa estratégia, a região deverá ter, no mínimo, uma razão de 3,0 — ou seja, três pessoas em PrEP para cada caso novo de HIV. 

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O DF começou a implementação da PrEP em 2018, com oferta exclusiva do tratamento por meio do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin). Em 2023, o combate foi descentralizado com a oferta da medicação por meio da Atenção Primária à Saúde (APS), que é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Em seguida, outro avanço: a qualificação de enfermeiros e farmacêuticos da APS para que pudessem prescrever o tratamento — função que até então era restrita aos médicos.

Em 2025, a estratégia de prevenção também passou a ser ofertada diretamente no sistema prisional do DF.

Quando usada corretamente, a profilaxia pode reduzir em mais de 90% o risco de infecção. O tratamento consiste na ingestão de comprimidos, permitindo que o organismo esteja preparado para enfrentar um possível contato com o vírus. “É uma medicação simples, de uso diário ou sob demanda, com poucos exames e um perfil de efeitos colaterais muito seguro”, reforça ela.

Atualmente, a medicação está disponível em 26 equipamentos do DF: 20 unidades básicas de saúde (UBSs) — Sobradinho, Planaltina, Paranoá, São Sebastião, Gama, Santa Maria, Cruzeiro Novo, Lago Sul, Asa Norte, Asa Sul, Águas Claras, Recanto das Emas, Candangolândia, Estrutural, Guará, Brazlândia e Ceilândia —, policlínicas de Planaltina, de Ceilândia, de Taguatinga e do Gama; Farmácia Escola do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e o Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) — sendo este com exclusividade para pacientes do próprio espaço.

De acordo com a Secretaria de Saúde (SES-DF), desde o início da distribuição no DF até fevereiro deste ano, 7.646 pessoas iniciaram a profilaxia. Deste total, 5.654 tiveram dispensa de medicamentos nos últimos 12 meses e 1.522 estão descontinuadas (não retiram a mais de 12 meses).

*Com informações da Agência Brasília

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postado em 20/04/2026 23:30
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