Operação

Esquema milionário de energia desviada sustentava 'fazendas' de criptomoedas

Nesta nova fase, a PCDF desmantelou outros dois locais que funcionavam para a engrenagem criminosa. Ambos estão localizados na região de Capão Cumprido, em São Sebastião

Vinte equipamentos de mineração avaliados em R$ 720 mil foram apreendidos na 3ª fase da Operação Satoshi, que investiga um esquema de furto de cabos de internet, telefonia e energia elétrica usados para alimentar usinas clandestinas de mineração de criptomoedas. A ação ocorreu nesta terça-feira (7/4) e foi coordenada pela 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião).

Nesta nova fase, a PCDF desmantelou outros dois locais que funcionavam para a engrenagem criminosa. Ambos estão localizados na região de Capão Cumprido, em São Sebastião. Além das 20 máquinas, foram apreendidos dois transformadores de grande porte, avaliados em R$ 200 mil, computadores e utensílios utilizados na operação criminosa.

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A ação contou com apoio da Neoenergia e com policiais civis lotados na Divisão de Operações Aéreas (DOA) . Segundo o delegado responsável, Ronney Augusto Matsui, o grupo subtraiu cerca de R$ 720 mil de energia elétrica da concessionária.

Primeira fase


Em 7 de janeiro, os policiais descortinaram o primeiro imóvel do grupo. Na primeira casa, encontraram 47 equipamentos de mineração. “Eles (os criminosos) movimentavam, em cada uma, R$ 100 mil em desvio de furto de energia por mês. Os equipamentos apreendidos são avaliados em R$ 5 mil cada”, pontuou.

As investigações seguem para identificar e responsabilizar outros possíveis envolvidos, inclusive no que se refere a eventual esquema de organização criminosa e lavagem de dinheiro vinculado à destinação da vantagem e comercialização do produto do crime.

 

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