O Governo Federal oficializou a doação onerosa de uma área da União ao Distrito Federal para a regularização e revitalização do Shopping Popular de Brasília. O imóvel, localizado no Pátio Ferroviário, estava fechado desde 2017 e agora integra o programa "Imóvel da Gente", coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
O acordo prevê que o GDF reforme a estrutura com recursos próprios para transformar o local em um Mercado Municipal voltado à economia solidária e à agricultura familiar, garantindo a formalização dos atuais permissionários. A ministra Esther Dweck assinou a portaria nessa terça-feira (7/4) e destacou que a iniciativa atende a uma diretriz de dar utilidade social a prédios e áreas federais ociosas.
"No caso do Shopping Popular, são pessoas que querem trabalhar, empreender e gerar renda. Estamos muito felizes por poder participar desse processo", afirmou a ministra. O novo projeto prevê que um terço do pavimento térreo seja gerido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para capacitação profissional, enquanto 35% da área serão destinados aos comerciantes e o restante para um polo de gastronomia.
O mercado, que teve seu auge entre 2008 e 2017 como abrigo para ambulantes da Rodoviária do Plano Piloto, terá suas características de feira preservadas. Para a presidente da Associação do Shopping Popular, Edilene "Galega" Fernandes, o ato representa o fim de quase uma década de incertezas. “São quase 10 anos que estamos nessa situação de abandono. Agora esperamos retomar a nossa dignidade para trabalhar neste local”, relatou.
A previsão é que a execução total do projeto dure 36 meses, incluindo a adequação de espaços para atividades culturais, esportivas e de lazer. Além da vocação comercial, a secretária de Patrimônio da União, Carolina Stuchi, reforçou que o espaço terá um papel estratégico no desenvolvimento regional.
"É preciso valorizar a parceria para que este espaço retome a sua potência de fomentar emprego e geração de renda", destacou. O novo Shopping Popular contará com 1,5 mil boxes fixos e um Centro de Formação e Capacitação em Economia Popular e Solidária, consolidando-se como um centro institucional e de serviços no coração de Brasília.
O Correio entrou em contato com o GDF para obter mais detalhes das tratativas a respeito desta transferência, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto.
