Teve início nesta segunda-feira (13/4) o julgamento do caso considerado como a maior chacina do Centro-Oeste, que deixou dez pessoas da mesma família mortas entre o fim de 2022 e janeiro de 2023. A acusação espera que, em caso de condenação, as penas ultrapassem 300 anos de prisão para a maioria dos réus.
A avaliação é do assistente de acusação João Darcs, que representa a família de uma das vítimas. Segundo ele, a expectativa é de que o Tribunal do Júri reconheça a gravidade dos crimes e aplique penas proporcionais à participação de cada acusado.
“O que se espera é a condenação a penas superiores a 300 anos, com exceção do Carlos Henrique, cuja participação, ao que tudo indica, foi mais restrita”, afirmou. Segundo ele, a individualização das condutas será um ponto central para a definição das penas. “Cada um vai responder na medida da sua culpabilidade”, afirmou.
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De acordo com o assistente de acusação, o julgamento começa com a oitiva das testemunhas de acusação e, em seguida, da defesa. Ao final dessa fase, os réus serão interrogados e poderão optar por permanecer em silêncio ou apresentar suas versões dos fatos.
“É um momento em que eles podem exercer o direito constitucional de permanecer calados ou, se quiserem, falar apenas às suas defesas ou relatar o que aconteceu”, explicou.
A previsão é de que o julgamento se estenda por sete dias, diante da complexidade do caso. Ao todo, 22 testemunhas devem ser ouvidas, além dos interrogatórios dos acusados. “É um julgamento extremamente complexo. Temos vários acusados, várias vítimas e muitas testemunhas. Seria impossível que fosse concluído em um único dia”, destacou.
O julgamento deve seguir até domingo, quando o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidirá pela condenação ou absolvição dos acusados.
