O presidente do BRB analisa um plano de redução de despesas que resultará no fechamento de agências e e em cortes em diferentes áreas do banco que não estiverem dando resultados.
Ao Correio, o presidente do banco, Nelson de Souza, afirmou que a análise sobre fechamento de agências é extremamente criteriosa. “Vamos mensurar caso a caso, sem nenhum alarde. Onde tivermos negócios que sejam bons para o banco, vamos manter, como em Tocantins, João Pessoa e Maceió, onde temos folha de pagamento”, antecipou. “Nossa prioridade é manter o bom atendimento e o conforto dos clientes”, completou.
Para Souza o projeto de contenção de despesa, neste momento, é muito importante. “Precisamos fazer (cortes) para ser (um banco) cada vez mais saudável. Não adianta só fortalecer e capitalizar. É preciso melhorar a governança, o operacional, a tecnologia da informação, incluir elementos novos na área de inovação”, citou.
Flamengo
Perguntado se o plano de redimensionar o banco inclui rever o patrocínio do Flamengo, ele explicou que não se trata mais de chancela ao time carioca. “O modelo de negócio mudou. Agora é um profit sharing, por meio do qual todos ganham”, disse.
O resultado das decisões relativas aos cortes tem como objetivo “deixar o banco do tamanho que ele tem que ser e com uma atuação muito forte em Brasília e região”, nas palavras de Nelson de Souza.
Ao fazer um breve balanço dos trabalhos, o presidente do banco estatal ressaltou que a atuação para reposicionar a instituição no mercado financeiro ocorre em várias frentes e sem parar o banco. “Uma coisa boa é que nós trabalhamos toda a reputação de imagem, liquidez e capital, mas o banco continua acontecendo. Não parou”, disse.
