A presença humana no DF começou bem antes de Brasília ser inaugurada. Luis Cayón, professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), investiga vestígios arqueológicos que revelam a presença de povos indígenas no DF e no Entorno por meio do projeto Arqueologia e História Indígena no Brasil Central (Phibra), o qual é coordenador.
A iniciativa, apoiada pelo Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, realiza visitação e estudo de sítios arqueológicos com objetivo de comprovar a ocupação humana da região há milhares de anos e quebrar a narrativa de que a área naõ era habitada. “A narrativa histórica oficial ainda negligencia a profundidade temporal e a complexidade das ocupações indígenas, reforçando a ideia de um território vazio que deveria ser colonizado”, explica Cayón.
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Para a realização dos estudos, a equipe do Phibra emprega análises genéticas, geoquímicas e estudos de solo, além da investigação de pinturas rupestres, registros que podem indicar padrões relacionados à passagem do tempo, como possíveis calendários solares.
O projeto ganha ainda mais importância por seu papel de levar e conectar os estudantes ao campo de estudo e produção científica, o que o confere um caráter formativo e social.
