Valeska Barbosa, 36 anos, a mulher trans encontrada morta dentro de casa em Santa Maria neste domingo (26/4), estava desaparecida desde quarta-feira (22/4). Segundo familiares ouvidos pelo Correio, ela trabalhava na área de enfermagem, como cuidadora de idosos. O caso é tratado como homicídio pela 33ª Delegacia de Polícia, de Santa Maria.
Segundo informações da Polícia Militar (PMDF), a equipe foi acionada após um amigo da vítima relatar o desaparecimento dela, que notou um forte odor vindo do imóvel trancado. Ele chegou a chamar por Vasleka, mas não teve resposta. Os policiais arrombaram o portão e encontraram o corpo da mulher com sinais de violência causados supostamente por arma branca, além de manchas de sangue no local. Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso. A PCDF investiga as circunstâncias do crime.
O Correio conversou com Estefani Maia, 32, prima de Valeska, que relatou a preocupação da família e dos amigos desde a última quarta-feira, quando a prima sumiu. "Ela nunca ficava sem postar nada nem sem falar com a gente", relembrou. "A Valeska era uma pessoa maravilhosa, por onde passava deixava sorrisos. Uma pessoa alegre, cheia de vida, tinha planos, era dedicada. Sempre corria atrás do dela, sem precisar nem prejudicar ninguém. Ela era uma pessoa muito educada e amada", salientou. "Eu só quero justiça por ela, ela não merecida tamanha crueldade", clamou.
Em postagens nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens a Valeska e destacaram a importância dela em suas vidas. "Para sempre vou te amar, você sempre será lembrada. Obrigada por ter sido meu mundo quando muitas vezes eu queria desistir, nunca vou te esquecer", escreveu uma familiar.
Um amigo relembrou a convivência de décadas. "Uma das pessoas mais incríveis que tive o prazer de conhecer. Não tinha tempo ruim para ela. Éramos amigos há mais de 20 anos. Era uma amiga fiel aos seus amigos", afirmou em comentário.
Outro conhecido ressaltou a forma como Valeska era vista por quem a cercava. "Não dá para acreditar. Uma pessoa que sempre respeitou todo mundo, que por onde passava tirava sorrisos. Sempre foi uma ótima pessoa. Por que tanta crueldade nesse mundo? Descansa em paz, Valeska", lamentou.
Ajuda
Para ajudar a custear o enterro, a família da vítima organizou uma vaquinha solidária. As doações podem ser feitas via Pix, por meio da chave vinculada à irmã de Valeska, Ludimila Amâncio Barbosa da Silva, pelo número (61) 99302-3460.
