CASO MASTER

Ex-presidente do BRB está em cela que recebeu Bolsonaro

Segundo apuração do Correio, o espaço era o único disponível para garantir a permanência do ex-dirigente em cela individual

Paulo Henrique Costa deve permanecer sozinho na cela por 10 dias devido a um protocolo de isolamento sanitário recomendado pela Vara de Execuções Penais -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
Paulo Henrique Costa deve permanecer sozinho na cela por 10 dias devido a um protocolo de isolamento sanitário recomendado pela Vara de Execuções Penais - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

A mesma cela que abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro na “Papudinha”, unidade do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, agora é ocupada pelo ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Transferido da Papuda na última sexta-feira (9/5), Costa foi levado ao local após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo apuração do Correio, o espaço era o único disponível para garantir a permanência do ex-dirigente em cela individual.

Paulo Henrique Costa deve permanecer sozinho na cela por 10 dias devido a um protocolo de isolamento sanitário recomendado pela Vara de Execuções Penais. Após esse período, a expectativa da corporação é de que ele seja transferido para uma cela compartilhada com outros dois advogados. A PMDF informou que o procedimento segue regras padrão adotadas para preservação da saúde dentro da unidade prisional.

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A transferência para uma prisão especial em “sala de estado maior” foi solicitada pela defesa de Costa. Os advogados alegaram que o executivo sinalizou interesse em colaborar com as autoridades, possivelmente por meio de delação premiada, e afirmou que as instalações da Papuda não ofereciam condições adequadas de sigilo para conversas reservadas entre cliente e advogados.

Bolsonaro permaneceu preso na unidade entre 15 de janeiro e 24 de março deste ano, quando passou para prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, em razão de um quadro de broncopneumonia. O prazo inicial da medida é de 90 dias e termina no fim de junho, quando o STF deverá decidir se mantém ou não o benefício.

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postado em 12/05/2026 12:22
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