feminicídio

Familiares despedem-se da 7ª vítima de feminicídio do ano no DF

Cláudia da Silva Nascimento foi morta a tiros pelo marido na manhã do último sábado (16/5). Sobrinhos descrevem a vítima como uma mulher feliz e cheia de luz. Enterro foi nesta segunda-feira (18/5)

Família e amigos seguiram o cortejo até o sepultamento da vítima no Campo da Esperança, na Asa Sul -  (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)
Família e amigos seguiram o cortejo até o sepultamento da vítima no Campo da Esperança, na Asa Sul - (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)

Carregando buquês de rosas, girassóis e margaridas, amigos e familiares se despediram de Cláudia da Silva Nascimento, 50 anos, na manhã desta segunda-feira (18/5). Ela foi morta a tiros pelo marido, o policial militar da reserva Josimar da Costa, 55 anos, também encontrado morto no mesmo local, em São Sebastião. O casal estava junto há 11 anos e vivia uma relação conturbada, com episódios de violência doméstica.

Durante o enterro, cerca de 100 pessoas vestiram-se de preto e choraram pela perda de Cláudia. Amigos e familiares conversaram sobre a vivacidade dela, uma pessoa descrita como afetuosa e cheia de energia. A filha de 20 anos e a mãe da vítima se abraçavam e choravam muito. De acordo com os familiares, recorrentemente, a vítima saía com amigos e parentes para passeios e festas, o que causava raiva em seu parceiro.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Segundo os sobrinhos da vítima, Robson Silva, 47, e Jadeson Rodrigues da Silva, 46, Josimar tratava a companheira como posse. "Muito ciumento, agressivo. Ela não podia ter outras programações sem que ele perdesse a paciência. Era estourado", relembram.

A sobrinha Stephannie Roberta Ferreira, 32, contou que a vítima já havia tentado se desvincular do marido diversas vezes, mas ele voltava a atraí-la de volta, com comportamentos dóceis. "Minha tia sempre foi o tipo de pessoa que acreditava na melhora", lamenta.

O corpo de Cláudia foi sepultado às 11h, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.

Entenda o caso

O casal foi encontrado sem sinais compatíveis com a vida na manhã do último sábado (16/5), em São Sebastião. No Condomínio Mansões Parque Brasília, o Corpo de Bombeiros do DF encontrou a vítima morta após três disparos de arma de fogo.

Josimar cometeu suicídio logo depois de matar a esposa, sendo encontrado pela corporação com marcas de tiro na cabeça. Cláudia é a sétima vítima de feminicídio no DF somente neste ano.

Saiba onde e como pedir ajuda

Veja abaixo como e onde pedir ajuda no Distrito Federal em caso de violência doméstica

  • Ligue 190: Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Uma viatura é enviada imediatamente até o local. Serviço disponível 24h por dia, todos os dias. Ligação gratuita.
  • Ligue 197: Polícia Civil do DF (PCDF). E-mail: [denuncia197@pcdf.df.gov.br (mailto:denuncia197@pcdf.df.gov.br). WhatsApp: (61) 98626-1197. Site: [https://www.pcdf.df.gov.br/servicos/197/violencia-contra-mulher](https://www.pcdf.df.gov.br/servicos/197/violencia-contra-mulher)
  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, canal da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres. O serviço registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes, além de reclamações, sugestões e elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento. A denúncia pode ser feita de forma anônima, 24h por dia, todos os dias. Ligação gratuita.
  • Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam): funcionamento 24 horas por dia, todos os dias.

  • Google Discover Icon
postado em 18/05/2026 15:57
x