Dignidade Menstrual

Instituto promove evento gratuito sobre dignidade menstrual

O Instituto Alana realiza, nesta quarta (27/5) e quinta-feira (28/5), no Sesi Lab e no Brasília Palace Hotel, o Festival Alana Ideia Fest, com o objetivo de debater saúde menstrual e proteção da infância

O Instituto indica que a naturalização da dor menstrual contribui para o atraso em diagnósticos como a endometriose, condição que afeta uma a cada dez mulheres, de acordo com o Ministério da Saúde -  (crédito: Foto: Divulgação/Instituto Alana)
O Instituto indica que a naturalização da dor menstrual contribui para o atraso em diagnósticos como a endometriose, condição que afeta uma a cada dez mulheres, de acordo com o Ministério da Saúde - (crédito: Foto: Divulgação/Instituto Alana)

Por Gabriela Cidade*

Nesta quarta e quinta-feiras (dias 27 e 28), Brasília recebe o Festival Alana Ideia Fest 2026, do instituto Alana, no Sesi Lab. O evento tem como objetivo ampliar o debate sobre saúde menstrual, endometriose e dor pélvica na infância e adolescência. O evento é referente ao Dia Internacional da Dignidade Menstrual, em 28 de maio, e tem programação gratuita no Túnel do Sesi Lab, no dia 27, e no Brasília Palace Hotel, no dia 28. 

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As atividades começam amanhã, a partir das 14h. No dia 27, as ações buscam conscientização sobre a pauta em meio a debates, especialistas e uma mostra de curta-metragens nacionais e internacionais. O mote “Ser menina não deveria doer: saúde menstrual, endometriose e proteção da infância” propõe trazer ao debate público o diagnóstico tardio e a desinformação, questões que envolvem os desafios da dignidade menstrual. 

Às 19h, na marquise do SESI Lab, acontece também uma Mostra Slam promovida pelo evento, com batalha temática de poesia. 

No dia 28, no Brasília Palace Hotel, rodas de conversa e painéis voltados para a formulação de políticas públicas e articulação de redes finalizam o Festival pela tarde. 

Em levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), cerca de 62% das jovens brasileiras já deixaram de comparecer à escola e a outros ambientes por questões de saúde menstrual. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a dismenorreia primária (ou, popularmente, a cólica menstrual) está presente em cerca de 45% a 90% das mulheres que menstruam, com até 25% apresentando quadro grave.

O Instituto indica que a naturalização da dor menstrual contribui para o atraso em diagnósticos como a endometriose, condição que afeta uma a cada dez mulheres, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença afeta mais de 7 milhões de mulheres no Brasil, e causa dores incapacidades, podendo levar à infertilidade. Pela naturalização do sofrimento, o diagnóstico pode demorar até 10 anos.

Serviço:

“Festival Alana Ideia Fest “

Quando: 27 de Maio, de 14h às 20h / 28 de Maio, de 9h às 17h

Onde: Sesi Lab (27/5) e Brasília Palace Hotel (28/5)

Participação gratuita. 

*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates

 

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postado em 26/05/2026 16:41
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