Arma de fogo

Polícia desmantela "gatos" de energia usados para minerar criptomoedas

Foram encontrados sistemas complexos de arrefecimento, cabeamento de rede estruturado e instalações elétricas robustas

Um dos endereços contava com um rack projetado para abrigar 44 máquinas de mineração -  (crédito: Material cedido ao Correio)
Um dos endereços contava com um rack projetado para abrigar 44 máquinas de mineração - (crédito: Material cedido ao Correio)

A 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) desmontou, nesta quinta-feira (28/5), estruturas clandestinas dedicadas à mineração de criptoativos na região. A ação tem como foco combater o furto de energia elétrica praticado por grupos de “mineradores”. Desta vez, a ofensiva ocorreu de forma conjunta com a concessionária Neoenergia Brasília. 

As equipes concentraram as buscas em dois endereços situados na área rural da cidade. Nos locais mapeados pela investigação, os policiais e técnicos confirmaram o funcionamento de ligações clandestinas de alta tensão, popularmente conhecidas como "gatos", estruturadas especificamente para abastecer o maquinário de moedas digitais.

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Embora os mineradores tenham retirado os computadores antes da chegada das viaturas, o rastro da atividade criminosa permaneceu nos imóveis. Foram encontrados sistemas complexos de arrefecimento, cabeamento de rede estruturado e instalações elétricas robustas. Um dos endereços contava com um rack projetado para abrigar 44 máquinas de mineração resfriadas a água, modelos conhecidos pela alta potência. Em um dos imóveis vistoriados, as autoridades apreenderam um transformador de 500 kVA

Até o momento, ninguém foi preso. A Neoenergia interrompeu o fornecimento irregular de eletricidade, enquanto a PCDF trabalha para identificar e intimar os proprietários e arrendatários das terras. Os suspeitos devem responder por furto de energia, com as investigações avançando para apurar crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A operação mobilizou a Divisão de Operações Aéreas (DOA) da PCDF, além de peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto de Identificação (II), que atuaram na coleta de provas técnicas no local.

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postado em 28/05/2026 21:44
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