Exposição

Casa Warner é um mergulho no mundo dos heróis; veja destaques

Instalado em frente ao ParkShopping, o espaço reproduz 16 ambientes que remetem a obras do mundo pop, habitado por heróis da DC, franquias do terror, como Annabelle, e ainda por populares séries do porte de Game of thrones e Friends

Instalada na área do ParkShopping, a Casa Warner — com reprodução de 16 ambientes que remetem a obras do mundo pop, habitado por heróis da DC, franquias do terror, como Annabelle, e ainda por populares séries do porte de Game of thrones e Friends — parece escancarada para a legião de fãs que circulam nas dependências.

Criada em 1923, pelo objetivo certeiro de quatro irmãos imigrantes que conquistaram Hollywood, a Warner Bros. criou uma identidade inegável junto à infância de milhares de fãs, com alcance global, pelos traços dos cartoons da Looney Tunes. E, na circulação dentro da Casa Warner, longo na entrada, vê-se o ponto de contato da magia, como entregou o pequeno Nicolas Seimetz, 8 anos, ao lado da mãe, a corretora Paula, 40. O menino tratava de desenhar numa prancheta cercada por personagens como Pernalonga, Patolino e Papa-Léguas.

"Nicolas está aqui há um tempão, desenhando. Ele observa e copia — é muito bom em desenho, desde uns quatro anos. É quase profissional com o interesse em proporção. Para mim, como adulta, acho que vou gostar da experiência com o trono de Game of thrones (vindo do exterior e disposto no final da exposição) — ele pode ser esteticamente feio, feito de metal e armas, nada valiosos, mas remete a poder. A série me conquistou por causa da moldagem e da minuciosa evolução dos personagens", explicou Paula.

Puxar das memórias e do apelo emocional é a chave de acesso para o encantamento dos visitantes. "Há peças fabricadas na empresa 2a1 Cenografia, que detém a maior máquina 3D da América Latina. Os bonecos (da mostra) foram criados lá, mas com procedimentos e cenografia que passava pelo crivo de aprovação da Warner. O evento é inédito em Brasília e teve versões em São Paulo e no Rio de Janeiro (com acervo destruído em julho de 2024). A gente voltou a construir de novo, tudo do zero. Essa casa ficou linda, por ter mais espaços em relação aos três no Rio de Janeiro", pontua o produtor Márcio da Silva Rosa.

"A experiência que mais me agradou foi a de ver os filhos (Angelina, 13, e Vinicius Filho, 11) entrando nas histórias dos filmes", observou o cirurgião vascular Vinicius Pena, 48 anos. Ele não deixou de ter o prazer de cinéfilo aflorado. "Gostei de ver o funcionamento da capa da invisibilidade e de voltar, numa medida, de ser herói, com a entrada no cenário que reproduz parte dos tiroteios de Matrix (filme de 1999)." Angelina e o irmão confirmaram a observação do produtor Márcio: "Por incrível que pareça, as crianças gostam mais da ala do terror. Noto que os pais parecem ter mais medo do que as crianças".

Foi ao lado de um boneco grande do herói da DC Flash, que Vinicius Filho apontou o centro de maior interesse na mostra. "Peguei muitas referências desta parte que mostra os heróis. Gosto do Flash porque ele pode ser até dos mais poderosos heróis, e nem saber", resumiu. No segmento que explora tipos malignos como o Homem Torto e a bizarra Freira (associada a Valak, uma entidade), Angelina fez a festa. "Gosto dessa história de boneca amaldiçoada, ainda que eu não tenha visto os filmes de Annabelle (presente na série Invocação do mal). Só pude ver os trailers e algumas cenas, por não ter idade para ver tudo", disse a menina, em frente à réplica da boneca assassina.

Dois anos depois de passar por parques temáticos no exterior, o casal Nahma e Judah Lima, de 31 e 33 anos, reacendeu memórias. "Tudo aqui traz a cara da nossa infância e adolescência. A gente se vê muito dentro dos ambientes, dá uma nostalgia. Lá na parte que rememora Tom e Jerry, me vi na minha infância. Eu amo até hoje aqueles personagens, como gosto de Harry Potter (bastante representado na imersiva exposição), que tem, numa das alas, a reprodução do jogo de quadribol. Achei bem legal isso de poder experimentar a vivência — não é só entrar, olhar e tirar foto", comentou a analista, casada com o engenheiro de computação.

Tecnologia

O olhar para apetrechos tecnológicos puxou a atenção de Judah. "Tem a interação com os jogos, em que dá para escolher ser um dos personagens da Liga da Justiça. Curti o ambiente dedicado ao Batman e gostei da Fortaleza da Solidão do Superman. Observei o processo por trás das reproduções de ambientes, isso está na minha cabeça, por eu trabalhar com isso. Para quem não é da área de tecnologia, acho que tudo pode parecer mais mágico ainda", comentou Judah. Ainda sem filhos, o casal tem a perspectiva de compartilhar as imagens e experiências com os futuros rebentos: "Por enquanto, é a gente que está no lugar das crianças, neste momento", diverte-se Judah.

"Aqui, dá para reviver o encantamento de criança. Sempre acompanho o movimento geek. Gosto das séries e dos desenhos de Superman, Aquaman e Batman. Aqui é um quase ensaio para a CCXP (Comic Con Experience) para a qual ainda não fui, mas pretendo. Gosto do Batman, em particular, por ele ser obscuro e ter uma ligação com o lado investigativo. Gostei bastante da cenografia da caverna do Batman", complementa o recepcionista Alex Faustino, 34 anos.

Minervino Júnior/CB/D.A.Press - Alex Faustino gostou da cenografia da caverna do Batman

"Na idade deles, meus filhos (Manuela, 7 anos, e Heitor, 9) ainda não entendem o universo de algumas atrações. Tento sempre trazê-los para o lado mais lúdico, assistindo às versões kids dos filmes com temas mais pesados. Eles aproveitaram muito a primeira parte, mais presa aos desenhos tradicionais", contou a enfermeira Kelvia Donato, 40 anos. "Gostei mais da Mulher-Maravilha (apresentada em réplica de tamanho bastante destacado)", simplificou Manuela. O irmão, por sua vez, investia no contato inicial com o famoso chapéu seletor do mundo de Harry Potter, num portal de contato com o gosto da mãe, uma assumidíssima fã da narrativa do bruxinho.

"A Maria (minha filha) gostou muito da experiência. Ela está dentro do espectro autista e prefere passeios mais individuais, em que não esteja presa a grupo, e na qual a gente se diverte mais, discutindo e conversando sobre o que vimos, como foi o caso, aqui, na Casa Warner. Aproveitei muito a parte do Tom & Jerry e também a do Batman, que traz a evolução do personagem", diz a funcionária pública Fernanda Mafra, 48, ao lado da filha Maria Alice, 10 anos.

Serviço

Casa Warner

Montada no estacionamento do ParkShopping

Com visitação até 26 de julho

De quarta a sábado, das 11h às 21h e, aos domingos, das 12h às 20h

Valores das entradas variam entre R$ 110 e R$ 30 (com diferenças, a depender do dia e do horário).

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