Na tarde desta terça-feira (5/5), a Central de Atendimento ao Eleitor (CAE) teve movimento intenso. O edifício-sede da Corte, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), concentrou atendimentos de eleitores que não agendaram atendimento para as unidades regionais, resultando em longas filas em frente ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
Apesar da quantidade de pessoas transitando pelo local, eleitores relataram que o atendimento estava ágil. A freira Cirleide Aparecida Guedes, de 53 anos, compareceu ao CAE às 13h10 para transferir o título de Pernambuco para o Distrito Federal. Moradora da capital há sete meses, ela agendou o atendimento pelo site. "O atendimento foi rapidinho. Assim que cheguei, já fui atendida", descreveu Cirleide. Entretanto, para transferir o título seria necessário que ela residisse na capital há 1 ano. Na eleição deste ano, ela tentará votar em trânsito.
As amigas Beatriz Silva, 26 anos, e Tamires Reis, 23, também foram até o local para transferir o título. Moradoras do Guará e de Arniqueiras, as jovens se deslocaram até o SIG e conseguiram o agendamento presencialmente, uma vez que já não havia horários disponíveis no site. Natural do Ceará, Beatriz mora na capital há dois anos e ainda não havia conseguido regularizar o documento. "Estava planejando realizar a alteração há um tempo. Hoje, chegamos na fila e conseguimos atendimento em cerca de 7 minutos", descreveu a jovem.
Em busca de retirar o nome do ex-marido do seu título eleitoral, a psicóloga Tatiana Menezes, 33 anos, agendou o atendimento para o edifício-sede do TRE, localizado perto de seu local de trabalho, na Asa Sul. Segundo a psicóloga, ela já trocou o nome nos demais documentos, porém, ainda estava com essa pendência. "Fiquei sabendo pelas redes sobre o agendamento. Não consegui marcar no Gama, que ficaria mais perto de casa, mas consegui para a unidade do SIG", disse Tatiana.
Restrições e atrasos
Aqueles que não conseguirem alterar no prazo estipulado pelo órgão podem ter dor de cabeça posteriormente. De acordo com o advogado Erick Pereira, especialista em direito eleitoral, aqueles que seguem com o título irregular ou cancelado, não podem participar das eleições de 2026. Isso, por que o cadastro da Justiça Eleitoral fecha depois do dia 6 de maio. "Além de não votar, o eleitor não terá quitação eleitoral. Ou seja, ficará impedido de participar de concurso público, de tirar passaporte ou carteira de identidade", descreve o advogado.
Outras restrições citadas pelo especialista são o impendimento de renovar matrícula em instituição pública de ensino e a impossibilidade de tomar posse em cargo público.
Para aqueles que ainda estão no prazo
A Justiça Eleitoral lembra que o fechamento do cadastro 150 dias antes do pleito é uma exigência legal para a organização da logística de votação, que terá seu primeiro turno em 4 de outubro. Entre os serviços disponíveis estão a emissão da primeira via do título, a atualização de dados cadastrais, a transferência de domicílio e a regularização de pendências financeiras com a Justiça Eleitoral. Vale lembrar que o sistema "Título Net" continua disponível para solicitações remotas.
Para garantir a efetividade do atendimento, é indispensável que o eleitor apresente um documento oficial de identidade e um comprovante de vínculo com o município, que pode ser residencial, profissional ou familiar. No caso de homens que completam 19 anos em 2026, também é necessária a apresentação do comprovante de quitação militar. Pendências financeiras anteriores devem ser quitadas mediante comprovação de pagamento.
