CB.PODER

Solução para endividamento começa com educação financeira, diz secretário

Ao CB.Poder, o secretário do Consumidor, Samuel Konig, destaca preocupação com inadimplência no DF, onde a cada 10 brasilienses, seis estão endividados

O secretário do Consumidor do Distrito Federal, Samuel Konig, afirmou que o alto nível de endividamento da população local é motivo de alerta. Ele foi o entrevistado do programa CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — nesta quarta-feira (6/5), em conversa com os jornalistas Carlos Alexandre Souza e Ana Raquel Lelles.

De acordo com Konig, dados recentes mostram que mais da metade da população enfrenta dificuldades financeiras. “No mês passado, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou dados específicos do DF mostrando que o percentual de endividados ultrapassa os 60%. É uma situação de extrema preocupação. A cada 10 brasilienses, seis estão endividados”, afirmou.

Segundo ele, muitos consumidores não leem contratos ou não compreendem as taxas envolvidas em empréstimos. “O maior vilão é a falta de informação. Isso faz com que a pessoa só pense no hoje. Acaba virando uma bola de neve”.

O secretário ressaltou que, por trás dos números, há histórias individuais que precisam ser consideradas. “Quando a gente pega uma pessoa negativada, não é só um nome ou um CPF que está dentro daquele cadastro, existe uma história por trás daquilo ali”, observou. 

“Situações como empréstimos mal explicados e dificuldades pessoais podem levar ao endividamento, afetando diretamente a dignidade do cidadão”, completou. 

Konig também apontou a necessidade de equilíbrio na relação entre empresas e consumidores. Segundo ele, enquanto o setor privado busca resultados financeiros, cabe ao Estado atuar como mediador. “Para a pessoa jurídica são números. A pessoa é um CPF, não tem um rosto. O poder público entra exatamente nesse cenário para entender a individualidade e mediar soluções que não prejudiquem nenhuma das partes”, explicou.

Entre as estratégias para enfrentar o problema, o secretário destacou a importância da educação financeira, mas ponderou que ela não pode ser a única solução. “Tudo começa com educação financeira. Se eu começo a educar a população, daqui 10, 20 anos, terei menos pessoas com complicações financeiras. Mas não posso focar apenas nisso e deixar os que já estão endividados para trás”, afirmou. Ele citou a atuação do Procon, que oferece cursos gratuitos por meio da Escola do Consumidor, além de ações de intermediação de dívidas.

Assista o programa completo:

Mais Lidas