Investigação

PCDF conclui que mortes de brigadistas do IBGE foram acidentais; MP apura omissão

Valmir de Souza e Silva e Manoel José de Souza Neto, ambos de 65 anos, prestavam serviço no combate a um incêndio florestal quando foram atingidos pelas chamas e morreram carbonizados. MPDFT manifestou-se pela continuidade das investigações para apurar eventual omissão institucional

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu o inquérito sobre o caso de dois servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que morreram ao combater um incêndio florestal em São Sebastião, e apontou causa acidental para os óbitos. O Ministério Público do DF, no entanto, manifestou-se pela continuidade das investigações para apurar eventual omissão institucional.

O caso ocorreu em julho de 2025 e gerou grande comoção no DF. Valmir de Souza e Silva e Manoel José de Souza Neto, ambos de 65 anos, prestavam serviço no combate a um incêndio florestal. A perícia apontou que os servidores não usavam equipamentos de proteção.

Um terceiro funcionário do órgão, que conduzia o caminhão-pipa, conseguiu escapar. Os três atuavam na brigada ambiental do IBGE e eram lotados na Reserva Ecológica do órgão, distante a poucos metros do local do incêndio. Segundo relatos de testemunhas, eles perceberem a ameaça de que as chamas invadissem a reserva e resolveram agir. 

A PCDF, por meio da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), afirmou que o inquérito foi finalizado sem o indiciamento do motorista. Não havia provas de que ele abandonou os parceiros dolosamente. O MPDFT solicitou o andamento das investigações para apurar possível omissão do IBGE. A polícia deve colher novos depoimentos da cadeia de chefia do órgão.

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