A greve na Universidade do Distrito Federal (UnDF) chegou ao fim na sexta-feira (8/5) após um acordo entre a nova reitoria da instituição e o Governo do Distrito Federal (GDF), encerrando o impasse que afetava o funcionamento das atividades acadêmicas. A paralisação estava em vigor desde 20 de março, após aprovação da assembleia.
A paralisação foi aprovada em assembleia da categoria em meio a reivindicações relacionadas às condições de trabalho, à estrutura da universidade e a aspectos do processo de consolidação da instituição, que ainda se encontra em fase de implantação.
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O entendimento foi construído em meio a negociações envolvendo representantes da universidade e do governo, com foco na retomada do calendário acadêmico e na normalização das atividades para estudantes e servidores.
Segundo a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a solução do conflito foi resultado do diálogo entre as partes e representa um avanço para a comunidade acadêmica.
“Chegar a esse entendimento é importante para a Universidade do Distrito Federal, para os professores e, principalmente, para os estudantes. Tenho defendido, desde o início, que governar é manter o diálogo aberto e enfrentar os problemas com equilíbrio e decisão. A retomada das atividades devolve segurança à comunidade acadêmica, restabelece o funcionamento da universidade e reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com uma educação pública séria, estável e de qualidade”, afirmou ao Correio.
O que diz a UnDF
Em nota ao Correio, a UnDF informou que o acordo prevê, entre os principais pontos, a proposta de unificação dos cargos da Carreira do Magistério Superior do Distrito Federal, a criação de um grupo de trabalho para discutir temas relacionados à carga horária docente e à reestruturação da carreira, além da continuidade das mesas de negociação entre as partes.
Segundo a universidade, também foram definidas a construção do calendário de reposição das aulas afetadas pela paralisação, a manutenção das remunerações mediante cumprimento da reposição acadêmica, medidas relacionadas ao processo eleitoral da Reitoria e ajustes referentes à oferta de turmas e ao processo seletivo de 2026.
“Com a conciliação, ficou definida a suspensão imediata da greve e o retorno das atividades acadêmicas”, afirmou a instituição.
A universidade também declarou que reafirma “o compromisso com o diálogo institucional, a transparência e a promoção de uma educação superior pública, gratuita e de qualidade para a população do Distrito Federal”.
Com o fim da greve, a expectativa é de que a UnDF retome gradualmente suas atividades administrativas e acadêmicas nos próximos dias, reorganizando o calendário afetado pelo período de paralisação.
