A greve na Universidade do Distrito Federal (UnDF) chegou ao fim na sexta-feira (8/5) após um acordo entre a nova reitoria da instituição e o Governo do Distrito Federal (GDF), encerrando o impasse que afetava o funcionamento das atividades acadêmicas. A paralisação estava em vigor desde 20 de março, após aprovação da assembleia.
A paralisação foi aprovada em assembleia da categoria em meio a reivindicações relacionadas às condições de trabalho, à estrutura da universidade e a aspectos do processo de consolidação da instituição, que ainda se encontra em fase de implantação.
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O entendimento foi construído em meio a negociações envolvendo representantes da universidade e do governo, com foco na retomada do calendário acadêmico e na normalização das atividades para estudantes e servidores.
Segundo a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a solução do conflito foi resultado do diálogo entre as partes e representa um avanço para a comunidade acadêmica.
“Chegar a esse entendimento é importante para a Universidade do Distrito Federal, para os professores e, principalmente, para os estudantes. Tenho defendido, desde o início, que governar é manter o diálogo aberto e enfrentar os problemas com equilíbrio e decisão. A retomada das atividades devolve segurança à comunidade acadêmica, restabelece o funcionamento da universidade e reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com uma educação pública séria, estável e de qualidade”, afirmou ao Correio.
Com o fim da greve, a expectativa é de que a UnDF retome gradualmente suas atividades administrativas e acadêmicas nos próximos dias, reorganizando o calendário afetado pelo período de paralisação.
O Correio também entrou em contato com a universidade para saber sobre os próximos passos da implementação do acordo e a recomposição do calendário acadêmico e ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.
