EDUCAÇÃO

Em greve há quase 1 mês, professores da UnDF aguardam efetivação de proposta do GDF

Docentes indicam possibilidade de suspensão do movimento após contraproposta do Governo do Distrito Federal, que não confirma troca na reitoria, mas diz que está tomando providências

Reunião foi composta por deputados de oposição, presidente da Câmara Legislativa, governadora Celina Leão e representantes da UnDF -  (crédito: Reprodução/GDF)
Reunião foi composta por deputados de oposição, presidente da Câmara Legislativa, governadora Celina Leão e representantes da UnDF - (crédito: Reprodução/GDF)

A greve dos professores da Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF) se aproxima de um mês e segue em negociação com o Governo do Distrito Federal (GDF). Iniciado em 20 de março, o movimento ganhou novos desdobramentos após reunião realizada na tarde dessa quarta-feira (15/4), no Palácio do Buriti, com a presença de parlamentares distritais e estudantes.

Participaram do encontro os deputados de oposição Fábio Felix (PSOL), Gabriel Magno (PT), Chico Vigilante (PT), Dayse Amarílio (PSB), Ricardo Vale (PT) e o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, além de representantes da comunidade acadêmica.

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De acordo com a vice-presidente da Seção Sindical dos Docentes da UnDF (SindUnDF), Kíssila Mendes, foram apresentados dois projetos de lei relacionados à carreira docente e à estrutura administrativa da universidade, além de um documento visando ao encerramento da greve.

“A contraproposta do governo foi: exoneração imediata da Reitora Pro Tempore com nomeação de nova reitoria, manutenção dos estudantes no seu campus de origem e análise do contrato de aluguel do Iesb com possibilidade de revogação”, explicou.

Segundo ela, a assembleia docente deliberou de forma unânime que a efetivação dessas medidas seria suficiente para suspender a paralisação. “A assembleia decidiu por unanimidade que a efetivação da proposta da governadora é suficiente para a suspensão de greve docente. Aguardamos a exoneração da reitora, que foi prometida para imediatamente”, afirmou.

Kíssila ressaltou ainda que a troca na reitoria não fazia parte da pauta inicial da categoria, mas passou a ser considerada. “Entendemos que é uma proposta fundamental visto que não há diálogo interno”, completou.

Apesar disso, a governadora Celina Leão (PP) não confirmou a substituição da reitoria. Em agenda na manhã desta quinta-feira (17/4), ela indicou que o governo ainda avalia a situação. “Nós ficamos de ter uma segunda reunião com eles, mas a gente está tomando providências nos dois aspectos. Vamos pedir o levantamento de dados sobre tudo isso, para que a gente possa tomar uma decisão embasada em legislação e em decisões técnicas também de governo.”

Em nota, a UnDF informou que não foi oficialmente comunicada sobre qualquer mudança na gestão. A instituição destacou que o processo eleitoral para escolha do novo reitor já está em andamento, com consulta à comunidade acadêmica prevista para 18 de maio e término da atual gestão em 27 de julho.

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postado em 16/04/2026 19:57
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