incêndio

Vídeo: comerciante mostra estragos dentro de loja na Feira dos Importados

Com 26 anos de feira, lojista que trabalha com bordados computadorizados tenta recuperar equipamentos, avaliados em pelo menos R$ 50 mil, e lida com a perda total de banca alugada.

Um vídeo gravado no interior da loja Bordart Brasil, de Geovana Temp, 54 anos, revela os estragos causados pelo incêndio que atingiu o Bloco C da Feira dos Importados. Nas imagens, o rastro de fuligem cobre as peças de roupas, linhas aparecem queimadas e o maquinário de precisão, essencial para o sustento da comerciante com 26 anos de casa, exibe as marcas do calor. Embora a fachada tenha permanecido intacta, o cenário interno é de incerteza técnica e abalo emocional.

Especializada em bordados computadorizados e logotipos para empresas, Geovana explica que o seu trabalho depende inteiramente de máquinas de alto valor. "Eu tenho equipamentos caros, avaliados entre R$ 50 mil e R$ 80 mil. Sem máquina, eu não faço nada", desabafa. Nesta terça-feira (12/5), a lojista aguardava a chegada de um técnico para avaliar se um de seus principais instrumentos de trabalho tem possibilidade de recuperação.

Além do prejuízo técnico, que inclui vitrines quebradas e materiais chamuscados, a lojista revelou que o impacto financeiro se estende a uma segunda banca de sua propriedade, localizada logo à frente. O espaço, que estava alugado para uma vendedora de roupas, teve perda total. "Era uma renda minha também, um complemento, e a menina que trabalhava ali perdeu tudo", lamenta.

Apesar da gravidade, a feirante destaca a rede de apoio que se formou. Com peças de clientes ainda sob sua responsabilidade, ela relata ter recebido inúmeras ligações de solidariedade. "Os clientes estão apreensivos, pois são materiais caros, mas estão sendo muito solidários e me mantendo tranquila. Até onde consegui ver, pouca coisa de cliente se perdeu", afirma.

Para Geovana, porém, a maior ferida não é mensurável em cifras. "A gente ainda está em estado de choque. O prejuízo é, principalmente, emocional. A gente não consegue dormir ou comer pelo impacto de receber a notícia. Ainda estou em um processo de aceitação e entendimento de tudo o que aconteceu", reflete a feirante. 

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