
O cenário na Feira dos Importados, nesta terça-feira (12/5), é de trabalho de rescaldo e contabilização de prejuízos. O cheiro de fumaça ainda é intenso no Bloco C, onde tapumes isolam a área das 27 lojas que sofreram perda total. Sem energia elétrica no setor atingido, comerciantes utilizam lanternas para inspecionar o interior das bancas em busca de mercadorias que possam ter resistido ao calor, que chegou a atingir 1.000°C, segundo a administração.
De acordo com o vice-presidente da feira, Absalão Calado, a prioridade no momento é a substituição de toda a fiação elétrica do setor para garantir o retorno das atividades.
"A gente lamenta muito. Estamos isolando as lojas e vamos procurar uma solução para amenizar o prejuízo de quem perdeu tudo, provavelmente realocando esses feirantes para o corredor central enquanto reconstruímos", explicou. Cerca de 100 pessoas foram afetadas direta ou indiretamente pelo incidente.
Para quem teve danos parciais, o clima é de espera. A feirante Giovana Temp, dona de uma banca de bordados computadorizados, teve máquinas danificadas e vidros quebrados em sua loja e aguarda a liberação para retirar equipamentos de alto valor. "O prejuízo já foi causado. Preciso que a energia seja restabelecida para manter meus equipamentos", afirmou. Embora o fogo tenha atingido o teto e as fachadas, não há risco estrutural no prédio.
Nos demais blocos da feira, o movimento de clientes e lojistas segue o fluxo normal. A perícia técnica foi realizada e o laudo oficial com as causas do incêndio deve ser divulgado em até 30 dias. Até o momento, a principal suspeita é de que um aparelho deixado ligado tenha provocado um curto-circuito durante a madrugada.

Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF