Justiça

Assassino de Talita Berquó, esquartejada em 2025, é julgado no Fórum do Guará

João Paulo Teixeira, apontado como um dos envolvidos no assassinato brutal de Talita Marques Berquó Ramos será julgado nesta quinta (14/5)

O Tribunal do Júri do Guará julga, nesta quinta-feira (14/5), João Paulo Teixeira, apontado como um dos envolvidos no assassinato brutal de Talita Marques Berquó Ramos, 36 anos. Os familiares da vítima se reuniram em frente ao Fórum da região administrativa, pela manhã, para pedir justiça pela morte da mulher, esquartejada em janeiro de 2025. Cerca de uma hora antes do início do júri popular, os parentes e amigos fizeram uma oração coletiva e levaram cartazes em memória da vítima.

Acompanhada de familiares, a mãe de Talita, Valéria Marinho, de 61 anos, falou sobre a expectativa pela condenação do acusado. “A nossa expectativa é de justiça. Pena máxima, condenação máxima”, afirmou. Segundo ela, a família convive há mais de um ano com a dor causada pela violência do crime e pela forma como a filha foi encontrada. “A gente não teve uma aceitação normal porque o caixão foi fechado. Até isso eles tiraram da gente”, lamentou.

Beatriz Mascarenhas/CB/D.A Press -
Beatriz Mascarenhas/CB/D.A Press -

A tia de Talita, Glaucia Marinho, 51, também participou do ato e cobrou uma punição rigorosa para João Paulo, que já está preso por outro crime. “É um monstro. Se deixar solto, ele é capaz de matar outra pessoa”, declarou. Segundo ela, o julgamento foi adiado outras vezes após mudanças na defesa do réu, o que aumentou a angústia da família. A mulher afirmou ainda que os parentes esperam a pena máxima prevista de 38 anos de prisão.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Talita foi morta a pauladas, sofreu 18 facadas e ainda foi atingida por pedradas. A motivação apresentada pelos envolvidos seria uma discussão relacionada à troca de um celular por drogas. A família, no entanto, contesta essa versão e afirma que Talita estava há cerca de seis meses sem usar entorpecentes. Parentes acreditam que ela tenha sido atraída até o local do crime.

Em silêncio, os familiares acompanharam o início do julgamento carregando fotos de Talita e pedindo que o caso termine com a condenação justa de um dos acusados.

 

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