No dia em que o Banco de Brasília (BRB) recebe R$ 1 bilhão da Quadra Capital pela venda de ativos do Banco Master — de um total de R$ 4 bilhões que devem ser pagos em até 30 dias após o fechamento do negócio—, o Governo do Distrito Federal e o BRB ainda não conseguiram o sim do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ao pedido de empréstimo de R$ 6,6 bilhões.
Durante a agenda de assinatura da ordem de serviço para construção da nova sede da Policlínica da Polícia Civil do Distrito Federal, o Correio perguntou à governadora Celina Leão (PP) se havia novidades em relação ao pedido de empréstimo, ao que ela respondeu: “Não. Ainda não temos notícias”.
O empréstimo do FGC é fundamental para tirar o banco estatal da crise financeira e de credibilidade na qual mergulhou após a tentativa de compra do Banco Master e a aquisição de ativos no valor de R$ 21,9 bilhões da instituição paulista, dos quais cerca de R$ 8,8 bilhões são títulos inexistentes ou com alto grau de fraude.
Faria Lima
Na semana passada, Celina Leão e o presidente do BRB, Nelson de Souza, voltaram à Faria Lima — coração financeiro do país em São Paulo — para negociar com o mercado de capitais saídas para honrar os compromissos junto aos clientes e ao Banco Central.
O BRB se comprometeu a entregar o balanço de 2025 e o parcial deste ano para o BC até o dia 30 deste mês. Antes disso, as contas do banco precisam ser apresentadas aos acionistas.
