A recuperação do Banco de Brasília (BRB) se tornou uma das principais pautas do Governo do Distrito Federal (GDF) neste momento de reorganização financeira da instituição. O processo envolve uma articulação que vai da negociação política no Supremo Tribunal Federal (STF) até a reestruturação da gestão do banco e a modelagem de garantias fiscais para viabilizar um pacote de socorro bilionário.
No centro dessa operação estão três nomes com atuações complementares. De um lado, a governadora Celina Leão (PP), responsável pela condução política das negociações em Brasília e no STF. Na outra ponta, o presidente do BRB, Nelson de Souza, que assumiu a instituição em meio a missão de reorganizar a operação e recuperar a confiança do mercado. E, no eixo fiscal, o secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, responsável por estruturar o equilíbrio das contas públicas e as garantias que sustentam o acordo.
Juntos, eles formam a base da estratégia que tenta assegurar a estabilidade do banco e destravar a operação financeira considerada essencial para o futuro do BRB e para o equilíbrio das contas do DF.
Celina Leão na articulação política do acordo no STF
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, lidera a frente política das negociações. Ela comandou a comitiva do GDF no Supremo Tribunal Federal (STF), em audiência de conciliação conduzida pelo ministro Luiz Fux, que resultou na negociação de um acordo para destravar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Com o Distrito Federal enquadrado em Capag C e sem aval direto da União, o governo local estruturou uma alternativa com participação de bancos públicos e privados, utilizando ativos do próprio GDF como contragarantia para viabilizar a operação. Publicamente, Celina tem reforçado a narrativa de estabilidade e afirmado que o risco de crise foi superado.
Nelson de Souza na condução do BRB
Na presidência do BRB, Nelson de Souza assumiu a missão de reorganizar a instituição e conter riscos após mudanças na gestão. A estratégia adotada inclui redução do ritmo de expansão e foco na sustentabilidade financeira e no controle de operações.
Ele também tem sido responsável pela interlocução com grandes bancos privados e pela apresentação do plano de reestruturação do BRB ao mercado financeiro, além de responder às exigências de órgãos reguladores como Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), incluindo a organização da entrega de balanços e auditorias.
Valdivino de Oliveira no suporte fiscal do GDF
À frente da Secretaria de Economia do Distrito Federal (SEEC), Valdivino de Oliveira coordena o eixo fiscal do pacote de recuperação. Ele foi responsável pela modelagem do ajuste das contas públicas que viabilizou o acordo firmado no STF.
