A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com a CDL Jovem de todo o Brasil, realiza, nesta quinta-feira (28/5), a campanha Dia Livre de Impostos (DLI). A iniciativa consiste em definir uma data em que vários empreendimentos vendem os produtos pelo valor anterior à adição dos tributos. Alguns deles receberam descontos de mais de 30% do valor normal.
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Em um posto de gasolina da Asa Norte, uma fila de mais de 30 carros já estava formada às 11h50 e aguardava a oportunidade de comprar gasolina por R$ 4,41 o litro em vez do preço normal de R$ 6,69. Um dos clientes era o comerciante Alex Miranda, 45, que contou sua experiência com a iniciativa. "Estou aqui há pouco mais de 1h30, mas isso é algo que compensa muito para o consumidor. Encher o tanque com o combustível mais barato vai me salvar cerca de R$ 50", revelou.
A gerente desse mesmo posto, Bárbara Pedrosa, 33, comenta a respeito da motivação por trás do DLI. "É importante reforçar que isso não é uma promoção. É uma forma de protestar e mostrar para o povo o quão alta é essa taxa que eles pagam", afirmou.
Uma das maiores dúvidas que pairam sobre a cabeça dos comerciantes e consumidores é a eficácia da campanha, que é realizada desde 2003. Em uma loja de fantasias da Asa Sul, a gerente Carla Núbia, 45, falou que, até o momento, a edição de 2026 do projeto "não atendeu às expectativas", mas que, apesar disso, "o DLI sempre se mostrou importante para o avanço da luta contra as altas cargas tributárias".
Por outro lado, em uma loja de calçados do Shopping Conjunto Nacional, a gestora Soraya Pereira, 48, tem uma opinião diferente. "O movimento hoje está fantástico, especialmente para a venda de tênis esportivos. O problema é que sem uma maior adesão das lojas, não vamos conseguir mudar nada na legislação", contou ela.
Apesar da dificuldade em obter lucros nesse dia, o DLI movimenta um número elevado de clientes que passam a olhar com mais atenção as ações dos governantes que envolvem o caixa coletado. Morador do DF há dois anos, o pastor nigeriano Sola Owoeye, 55, comenta sobre a experiência de acompanhar de perto uma iniciativa de protesto financeiro em outro país. "É uma ação muito boa. Eu vejo alguns produtos com quedas muito grandes no preço (...) A população precisa disso", disse ele. "Torço para que os representantes do povo escutem o pedido dos cidadãos. Afinal, esse é o dever deles", completou.
*Estagiário sob supervisão de Márcia Machado
