BRB-MASTER

Base resiste, e quórum não se forma para votar empréstimo ao BRB

GDF enviou projeto à CLDF para ratificar o acordo firmado entre União, GDF e BRB para tomar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

Projeto de lei ratifica o empréstimo a ser tomado com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para socorrer o Banco de Brasília (BRB) -  (crédito:  João Pedro / Agência CLDF)
Projeto de lei ratifica o empréstimo a ser tomado com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para socorrer o Banco de Brasília (BRB) - (crédito: João Pedro / Agência CLDF)

Apesar dos esforços do Governo do Distrito Federal (GDF) para votar e aprovar o Projeto de Lei que ratifica o empréstimo a ser tomado com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para socorrer o Banco de Brasília (BRB), não houve quórum na Câmara Legislativa (CLDF) para colocar a proposta em votação nesta terça-feira (2/6). Além disso, deputados da base aliada da governadora Celina Leão (PP) demonstraram resistência em votar a favor da proposta, uma vez que receberam críticas por terem votado outras propostas favoráveis ao BRB e ao Master.

O secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, compareceu à CLDF e participou da reunião do Colégio de Líderes, com o objetivo de convencer os parlamentares a aprovarem o projeto, que ratifica o acordo firmado entre GDF, BRB e União e Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o FGC para socorrer o banco. No entanto, o chefe da pasta enfrentou resistência e questionamentos com relação ao teor do projeto. 

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Durante a reunião, os deputados Dra. Jane (Republicanos), Pastor Daniel de Castro (PP) e Rogério Morro da Cruz (PRD) alegaram que precisariam de mais garantias por escrito para que pudessem votar a favor do projeto, porque, no caso da compra do Master, votaram confiando na palavra do governador e do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e hoje enfrentam, inclusive, acusações de terem votado por interesses próprios. 

Na ocasião, Valdivino disse aos deputados que a nota do índice Capag (Capacidade de Pagamento) do GDF subiria de C para A até setembro. Mas, só a palavra do secretário não foi suficiente para convencer os parlamentares. Deputado de oposição, Fábio Félix (PSol) alegou que, segundo pesquisa feita por ele, a nota do Capag do DF não sai de B e C desde 2018. 

"Nenhum deputado está confortável para votar esse projeto dessa forma. Não houve nenhuma transparência de divulgação de dados, até para comprovar se o valor que está sendo adquirido, de fato, é uma solução para o banco ou se isso vai gerar um endividamento brutal para o GDF, que é quem contrai o empréstimo nesse caso", disse Fábio Félix (PSol).

Apesar de ser da base do governo e do partido da governadora Celina leão, o deputado Daniel de Castro (PP) também mostrou resistência para votar a favor do projeto. "Já demos dois votos de confiança. Não tem clima, não tem quórum. Nós que estamos aqui sempre, não faltamos, sobrar pra nós esse peso?", questionou o parlamentar. 

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postado em 02/06/2026 19:36
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