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Leandro Grass critica empréstimo para salvar o BRB

Em entrevista ao CB.Poder, o pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PT criticou a possibilidade de o GDF buscar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

Leandro Grass, pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PT, é o entrevistado do CB.Poder desta terça-feira (02/06) -  (crédito:  Davi Pereira CB/D.A Press)
Leandro Grass, pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PT, é o entrevistado do CB.Poder desta terça-feira (02/06) - (crédito: Davi Pereira CB/D.A Press)

Manuela Sá*

Nesta terça-feira (02/06), em entrevista ao CB.Poder  — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — Leandro Grass, pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo PT, falou sobre o acordo entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a União, feito com o intuito de viabilizar socorro ao Banco de Brasília (BRB). Aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Sibele Negromonte, Grass disse que o “acordo é letal para a população do DF”. 

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Na última quinta-feira, o GDF foi autorizado a contrair um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em troca, deve colocar como garantia verbas correspondentes ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de promover medidas de ajuste fiscal. 

Durante o programa, Grass criticou a possibilidade de uso desses recursos para arcar com o rombo no banco, caso a instituição não consiga quitar as parcelas de um eventual empréstimo. “O DF se endivida colocando em jogo as nomeações de concursados, os aumentos das correções salariais dos próprios servidores e os investimentos que poderiam beneficiar a população”, afirmou o pré-candidato.

Para Grass, “quem criou o rombo tem que pagar a conta”. Ele contou que foi à Polícia Federal para reivindicar que as investigações com relação à venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes do Banco Master ao BRB avancem. O objetivo é conseguir, no âmbito do Poder Judiciário, a devolução dos valores que foram desviados. “Esse dinheiro saiu do BRB e foi para algum lugar, de maneira irregular, porque esses títulos não existiam. É preciso que os bens e recursos desviados sejam bloqueados o mais rapidamente possível. É repor o BRB com o dinheiro que era do BRB”, completou. 

Assista à íntegra do programa: 

*Estagiária sob supervisão de Eduardo Pinho

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postado em 02/06/2026 16:11
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