
O contrato de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), voltado para a reestruturação e o socorro do Banco de Brasília (BRB), deve ser assinado no prazo de 5 a 15 dias. A estimativa foi apresentada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), na manhã deste sábado (13/6), durante cumprimento de agenda pública.
A operação financeira avançou após uma exigência institucional para que o texto passasse pelo crivo do Legislativo local. "O Banco do Brasil exigiu que (o projeto) passasse pela nossa Câmara Distrital e nós aprovamos nessa terça-feira (9/6). Acho que o prazo (para formalizar o empréstimo) é de mais uns 15 dias, acredito", detalhou Celina.
A aprovação do Projeto de Lei 2.363/2026 pela Câmara Legislativa (CLDF) referendou os termos de um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A medida visa recompor a instituição financeira, após fraudes bilionárias provocadas durante a negociação com o Banco Master. O presidente do BRB, Nelson de Souza, pontuou recentemente que a validação do projeto afasta riscos de descontinuidade e devolve a estabilidade institucional para a atração de novos clientes.
Conforme o desenho jurídico estabelecido, os recursos que forem recuperados por meio de delações premiadas — incluindo as tratativas que envolvem o ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa — serão integralmente utilizados para amortizar a dívida assumida pelo GDF.
Parceria com o Ministério da Saúde
A declaração sobre o andamento do empréstimo ocorreu na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Cidade Estrutural, onde Celina Leão dividiu agenda com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O encontro marcou o Mutirão de Saúde da Mulher e o anúncio de investimentos federais para a rede pública do DF.
Durante o evento, o ministro assinou uma portaria que destina R$ 15,1 milhões anuais em recursos de custeio permanentes para o território, voltados à habilitação de 59 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adultos e pediátricos no SUS, além do suporte a Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e ao Samu. Do montante total, R$ 7,5 milhões serão repassados ainda em 2026, divididos em parcelas mensais de cerca de R$ 1,2 milhão, com a integralidade da verba passando a vigorar a partir de 2027.
Na mobilização, Celina Leão ressaltou o impacto positivo de ações coordenadas entre as esferas local e federal. "Nós, no DF, recebemos muitas pessoas que não moram aqui para serem atendidas no SUS. Todas as vezes que o Ministério da Saúde tiver coisas boas para Brasília, pode contar conosco que vamos abrir as portas, colocar nossas equipes para realizar eventos", discursou a governadora, celebrando a entrega de insumos voltados ao planejamento familiar e à saúde sexual.
Um dos principais eixos do mutirão na Cidade Estrutural foi a disponibilização do implante contraceptivo subdérmico (Implanon). Foram realizadas 200 inserções do método na manhã de sábado, e o governo federal confirmou a doação de mais 12,5 mil unidades do dispositivo para o DF. Celina fez um apelo público para estender o tempo de atendimento da estrutura na região administrativa devido à alta procura.
"Nós já colocamos aqui mais de 10 mil implantes. Eu estive com o ministro Padilha, pedi uma audiência a ele, falei sobre a necessidade de se elaborar uma ação estruturada. Ele prontamente nos atendeu e hoje já anunciou que vai nos doar mais 12 mil implantes. A gente até faz um apelo para deixarmos essa estrutura por mais alguns dias, porque tem muita demanda de Implanon", afirmou a governadora.
O ministro Alexandre Padilha defendeu a interiorização do método pelo SUS, sinalizando que o mutirão ajuda a combater a gravidez na adolescência com tecnologia que antes ficava restrita à rede privada. "É um procedimento que custava de R$ 3 a R$ 5 mil em clínicas privadas e agora, graças ao Governo do Brasil, temos pelo SUS em todo o país", ponderou o ministro.
Além do atendimento na Estrutural, a agenda ministerial incluiu a inauguração dos serviços de uma nova unidade móvel do programa "Agora Tem Especialistas" em Ceilândia. A carreta é equipada para realizar exames de tomografia e ultrassonografia em pacientes regulados pela Secretaria de Saúde.
Trata-se do sexto veículo deste tipo a operar no DF, com a meta de realizar mais de 1,6 mil atendimentos e zerar a fila local por exames de imagem, repetindo os resultados de experiências anteriores que eliminaram o tempo de espera por mamografias em outras regiões.

Cidades DF
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