
A quantidade de dívidas de condomínio encaminhadas para protesto em cartório no Distrito Federal cresceu 6.943% em 2025, segundo dados do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB). Foram 493 títulos apresentados ao longo do ano, ante apenas sete em 2024, o maior avanço da série histórica iniciada em 2020.
Em valores, as dívidas levadas a protesto passaram de R$ 7,3 mil para R$ 4,5 milhões no período. O aumento reflete uma mudança na estratégia de cobrança adotada por síndicos e administradoras, que passaram a recorrer com mais frequência aos cartórios para tentar recuperar débitos em atraso.
Dos títulos apresentados em 2025, 38,5% tiveram algum tipo de solução, seja por pagamento, acordo entre as partes ou cancelamento da cobrança. No total, 42 dívidas foram regularizadas, resultando na recuperação de aproximadamente R$ 316 mil.
Segundo o presidente do IEPTB, André Gomes Netto, o crescimento indica uma mudança no comportamento dos condomínios diante da inadimplência. “A dívida está sendo cobrada mais cedo e, por isso, tende a ser quitada mais rapidamente. O protesto oferece uma alternativa à judicialização, que costuma ser mais lenta e apresentar menor índice de recuperação”, afirma.
Os dados mostram que 13,7% das regularizações ocorreram nos três primeiros dias após a notificação do devedor. Outros 21,1% dos casos foram quitados após a efetivação do protesto, enquanto 3,67% resultaram de acordos firmados entre as partes.
Apesar do aumento na recuperação, mais da metade das dívidas encaminhadas aos cartórios permaneceu pendente. Segundo o levantamento, 51,38% dos débitos continuavam sem pagamento ao final do período, mantendo os devedores sujeitos a restrições de crédito e registros em cadastros de inadimplência.
Os números de 2026 indicam continuidade da tendência. Apenas no primeiro trimestre do ano, foram apresentados 99 títulos para protesto, somando R$ 466 mil em débitos. No período, 10 casos foram solucionados, mantendo os índices de recuperação observados no ano anterior.
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