Polícia

Câmeras, radares e aeronaves: o esquema do DF para monitorar os jogos

Plataforma DF 360 será usada para identificar aglomerações, rastrear veículos e orientar o emprego das forças de segurança durante a Copa do Mundo

O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury -  (crédito:  Davi Pereira CB/DA Press)
O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury - (crédito: Davi Pereira CB/DA Press)

Reforço no sistema de reconhecimento facial, nos radares de fiscalização eletrônica, no emprego de aeronaves e viaturas, além da mobilização de um robusto efetivo das forças de segurança estão entre as medidas adotadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) para ampliar a vigilância nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo.

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Em entrevista ao Correio, o secretário de Segurança Pública (SSP-DF), Alexandre Patury, afirmou que o “ecossistema” adotado pela pasta inclui ações ostensivas no trânsito, fiscalização de distribuidoras de bebidas e combate a crimes violentos.

O sistema tecnológico DF 360 — plataforma de monitoramento e inteligência que unifica câmeras públicas e privadas — será aliado nesse período. De acordo com o gestor da SSP-DF, a capital conta com mais de 3 mil câmeras. Há, ainda, 800 voltadas aos radares eletrônicos. O mecanismo permite a verificação de placas de carros roubados ou furtados, além da contagem de veículos na via.

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“Além das câmeras de segurança e dos radares que detectam as placas veiculares e permitem a contagem de carros, identificamos aglomerações de pessoas em determinado espaço. Funciona como uma mancha de calor. Não há violação de privacidade. Com base no número de celulares ativos, temos ideia de quantidade. Ao percebermos um amontoado maior, reforçaremos a segurança”, garantiu Patury.

Os pontos de bloqueio serão coordenados por equipes do Departamento de Trânsito (Detran-DF) e da PMDF. Haverá vários momentos de patrulhamento extensivo, segundo o secretário. Pelo menos três já estão definidos. Antes da partida, haverá ronda com aeronaves e viaturas. No intervalo, blitz em locais estratégicos. Ao final, mais reforço aéreo, blitz e patrulhamento. “Importante falar que as pessoas aproveitem, mas se beber não dirija, porque vão ser surpreendidas com blitze nas ruas. Além disso, essa irresponsabilidade não pode terminar com a vida de outra pessoa.”

Distribuidoras

As distribuidoras de bebidas estão entre os pontos sensíveis e exigem atenção redobrada nesse período, afirmou o secretário. Com horários estabelecidos para fechamento até 0h, esses estabelecimentos são, na avaliação do gestor, gatilhos para a violência.

A tradição de acompanhar as partidas em bares é nacional. Aproveitando do hábito, distribuidoras se camuflam como bares para poder funcionar após a 0h. Em março do ano passado, o GDF publicou uma portaria que regulamenta o horário de funcionamento desses locais na capital.

A regra estabelece que as portas das distribuidoras presentes em área de uso comercial, mista, e residencial sejam abertas às 6h e fechadas à 0h. O rigor baseia-se em estudos e evidências que visam reduzir os índices de violência e criminalidade noturna, afirma o secretário.

Combate ao crime

Prioridade máxima será o enfrentamento à violência doméstica, frisa o secretário. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que a violência doméstica sobe quase 26% em dias de jogos do Brasil. Patury afirma ter em mãos um plano de contingência para o atendimento a esse tipo de caso.

O número 190, da PM, recebe de 3 a 7 mil ligações diárias. Durante os jogos, é esperado maior incidência de casos de violência contra a mulher. Patury explica. “Percebemos que, na madrugada, as pessoas tendem a consumir bebidas alcóolicas e isso torna ponto desencadeador da violência. Reforçamos que o combate é prioridade máxima, e solicitamos o apoio de todos a denunciar.”

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postado em 12/06/2026 19:23
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