
Os alunos dos cursos de Administração Pública e Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EPPG) colocaram em prática o que aprenderam em sala de aula. No último sábado (20/6), o grupo realizou uma ação social no Instituto Nosso Lar, no Núcleo Bandeirante, reunindo voluntários, arrecadando recursos e conquistando doadores mensais para a instituição.
A iniciativa, batizada de Projeto Orlando, foi desenvolvida ao longo do semestre como parte da disciplina Desenvolvimento Humano e Equipes de Alta Performance, ministrada pelo professor Marcos Aurélio Batista. A proposta era fazer com que os estudantes aplicassem, na prática, conhecimentos de liderança, gestão de equipes, comunicação, captação de recursos e resolução de problemas.
"A ideia era aplicar a administração e captação de recursos, a organização de equipes, comunicação e resolução de problemas na prática, para a gente sair da teoria de sala de aula e atuar em campo com a sociedade", explica a estudante de Administração Pública Ísis Godoy, de 19 anos.
Os estudantes foram divididos em grupos formados por alunos dos dois cursos e receberam a missão de desenvolver uma ação de impacto social. Cada equipe deveria escolher o nome de uma cidade, estado ou país que representasse a proposta do projeto. Como o grupo formado pela: Ísis, Júlia Rosa, Julia Mota, Henrique Marão, Bernardo Haddad e Iziz Cury decidiram trabalhar com crianças, a escolha foi Orlando, cidade da Flórida conhecida pelos parques temáticos.
"Queríamos que cada criança sentisse algo mágico ao entrar em contato com o nosso projeto", conta.
Depois de pesquisar instituições de acolhimento no Distrito Federal, o grupo entrou em contato com diferentes abrigos. O Instituto Nosso Lar foi o primeiro a responder e, segundo Ísis, a receptividade da equipe foi determinante para que o projeto saísse do papel.
"Eles foram muito receptivos e interessados no projeto. Abriram as portas para conhecermos o local e as crianças. O diretor Washington sempre deixou claro que a prioridade eram as crianças, e isso facilitou muito a execução", afirma.
No dia da ação, os estudantes passaram a manhã organizando a estrutura e, à tarde, receberam as crianças para uma programação recheada de brincadeiras. Houve futebol, pique-pega, morto-vivo, corda, bambolê e pintura de rosto. As crianças também puderam brincar em um pula-pula e em um escorregador inflável.
Além das atividades, o grupo serviu cachorro-quente, pipoca e refrigerante. Uma parceria com o McDonald's garantiu hambúrgueres para as crianças e, ao final do evento, cada uma recebeu uma lembrança com doces. Das 31 crianças acolhidas pelo instituto, 29 participaram da programação.
Transformar a ideia em realidade, no entanto, não foi simples. Segundo a estudante, a maior dificuldade foi conquistar parceiros, arrecadar recursos e encontrar voluntários dispostos a dedicar um sábado inteiro à ação.
"A captação de recursos e de voluntários foi o maior desafio. É complexo entrar em contato com as pessoas e transmitir confiança para que elas apoiem o projeto e a instituição. E, quando a ideia sai da teoria e vai para a prática, a gente precisa reformular os planos várias e várias vezes", relata.
Mesmo com o encerramento da disciplina, o Projeto Orlando deixou um legado para o Instituto Nosso Lar. Durante a busca por patrocinadores, o grupo conseguiu conquistar doadores mensais para a instituição, que continuam contribuindo por meio do site da entidade. Além disso, o dinheiro arrecadado e não utilizado durante o evento foi destinado à compra de produtos de higiene, uma das necessidades apontadas pela direção do abrigo.
Para Ísis, o maior aprendizado foi perceber o impacto que uma iniciativa universitária pode gerar na vida de outras pessoas.
"Foi uma experiência muito enriquecedora para a minha formação como pessoa. O retorno que mais marcou a gente foi a alegria das crianças. Elas conversaram muito com a equipe, abraçaram os voluntários, ficaram no colo dos integrantes. Foi muito gratificante ver como elas ficaram confortáveis com a gente”.
O grupo não tem novas ações programadas, já que o projeto foi concluído junto com a disciplina. Ainda assim, os estudantes afirmam que pretendem participar de iniciativas semelhantes caso surjam novas oportunidades

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