
O gol de empate marcado pelo volante Casemiro mudou o clima no Boteco Caju Limão, no Sudoeste. O gol reacendeu a esperança da torcida em tempo normal, evitando o sofrimento extra da prorrogação. Para a designer gráfica Camila Alvarenga, 32 anos, a possibilidade de uma decisão por penalidades máximas trouxe apreensão. "Se fosse o Brasil contra a Argentina, seria menos ruim", disse.
"Estou achando que o Brasil está deixando desejar no ataque", analisou a servidora pública Jessie Ferreira, 32, que manteve o otimismo, acompanhada do amigo Marcos Altino Teixeira, 34, que torceu por um placar de 3 x 1. "Não podemos perder a esperança", dizia.
Minutos antes do gol da Seleção Brasileira, o fisioterapeuta Júlio Isidoro, 47, já havia diagnosticado a necessidade de mudanças táticas para furar o bloqueio asiático. "Precisamos atuar pelas pontas, porque o time deles está muito preparado. Com duas linhas, uma de cinco e uma de quatro, a gente precisa abrir o jogo pelas pontas e ter uma habilidade de movimentação no meio", avaliou Júlio, sugerindo a entrada do atacante Endrick para dar mais mobilidade à equipe, o que acabou acontecendo no segundo tempo.
A namorada de Júlio, Maiara da Silva, 39, compartilhou do otimismo e manteve sua aposta de 3 x 2 para o Brasil feita no bolão do trabalho até o fim.
Quando Gabriel Martinelli marcou o segundo, no fim do jogo, a alegria tomou conta.
O movimento no local reflete o sucesso de público neste primeiro jogo das eliminatórias.
De acordo com o gerente do Boteco Caju Limão, do Sudoeste, Rodrigo Brito, o bar opera com sua média de 550 pessoas, o que exigiu reforço na operação. "Aumentamos cerca de 20% da nossa equipe nesta Copa. Como o jogo começou ainda em horário de almoço, temos muitos pratos mais completos saindo", celebrou, destacando a alta procura por chope gelado e pelo drink caju-limão.

Cidades DF
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