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'A meta é acelerar as obras', diz Valter Casimiro

Secretário de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal fala sobre mobilidade urbana e as obras em andamento pela capital

O secretário de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, Valter Casimiro, indicou a finalização das reformas do viaduto do Eixão Norte e da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig) para julho e o final deste ano, respectivamente. Sobre a obra no viaduto do Eixão Norte, em andamento desde 2024, Casimiro disse que faltam, aproximadamente, 10% para a conclusão — com previsão de finalização em julho —, restando recuperação do asfalto, retirada dos desvios laterais, acabamentos e paisagismo. Na Epig, cerca de 85% da intervenção está concluída. Em entrevista ao CB.Poder, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília, ele também falou, ontem, sobre o projeto de ampliação do metrô com uma segunda linha e os próximos passos do GDF em intervenções urbanas relacionadas à chuva e ao trânsito. Confira os principais trechos em conversa com as jornalistas Mariana Niederauer e Sibele Negromonte.

A liberação do viaduto do Eixão Norte foi no último sábado. Por que demorou tanto para liberar? Explica para a gente como foi a organização dessa obra.

Era uma obra que previa uma manutenção do viaduto. A gente teve, alguns anos atrás, na Galeria dos Estados, aquele viaduto que colapsou. Esse viaduto da parte norte da Galeria do Trabalhador entrou em obra de manutenção, mas quando a gente abriu o que a gente chama de viga caixão, onde ficam as estruturas que seguram o viaduto, a gente viu que estavam bastante comprometidas, tinham cabos rompidos e precisou quase de uma reconstrução desse viaduto.

Existe uma outra obra também que está sendo muito aguardada, que é a da Epig, que também começou há dois anos e meio mais ou menos. Como está o andamento da obra e quais as expectativas de liberação total da pista?

A Epig faz parte da obra do corredor do BRT Oeste, que vem lá de Ceilândia. A gente já tem todo o trecho ali de Taguatinga pronto, essa obra da Epig está aproximadamente 85% pronta. A gente precisa fazer agora as faixas de rolamento, as pistas ali em frente ao Sudoeste, entre o viaduto que sai do Parque da Cidade e os postos de gasolina. A previsão é que a gente termine essa obra toda até o final do ano, então, concluindo isso, ficam faltando somente as passagens inferiores que estão previstas para que os pedestres possam passar por baixo da pista. 

Além de obras para desafogar o trânsito, tem também o transporte público, com a necessidade de expansão do metrô prevista. Uma parte dela foi, inclusive, licitada. Como está a questão?

Na linha existente do metrô, nós temos duas ampliações: Ceilândia e Samambaia. Uma já contratada em obra e a outra em licitação. Se não me engano, agora no início do mês já abre o processo licitatório para a empresa que vai ser executora da expansão de Ceilândia e tem um estudo de viabilidade em andamento que vai possibilitar a contratação das obras da segunda linha do metrô, que é essa que vai da Esplanada até Santa Maria, passando por SIA, Cruzeiro, Candangolândia, Riacho Fundo 1, primeiro Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo 1, Riacho Fundo 2, Recanto das Emas, Gama e Santa Maria. Isso desafogará bastante o sistema de transporte, porque você atende várias cidades no decorrer dessa linha.

Há um projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Hélio Prates. Como está o andamento dessa obra?

No dia em que a governadora assumiu, ela pediu para que a gente fizesse o projeto do VLT da Hélio Prates para substituir o corredor de ônibus. Existe um plano diretor de transporte urbano que prevê vários investimentos na questão de transporte e mobilidade. Nesse estudo, viu-se que seria mais viável fazer um VLT na região de Taguatinga e Ceilândia, seguindo pelo Pistão Norte e Pistão Sul, fazendo a conexão com o metrô e a integração do fluxo de transporte. Esse projeto está em andamento. Acreditamos que, até o final do ano, ele vai estar pronto para buscarmos financiamento como uma obra pública.

Desde que a Celina Leão assumiu o governo, ela mostrou o déficit que o DF está vivendo e falou em contingenciamento de verbas. Isso vai afetar as próximas obras ou as que estão em andamento?

Várias das obras que hoje estão em andamento são em urbanização. Há, em Vicente Pires, um último lote em execução de drenagem e pavimentação, há a finalização de algumas ruas em Sol Nascente e vamos dar início a Mestre D'Armas e a Pôr do Sol. Todas têm recurso de financiamento, seja da Caixa, do Banco do Brasil ou do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para custear essas obras. A da Epig, por exemplo, tem recurso garantido com financiamento da Caixa. Então, essas restrições orçamentárias não têm nenhum impacto. Essas obras todas continuam com a recomendação da governadora de acelerar para entregar essa infraestrutura o mais rápido possível para a população.

Historicamente, a Asa Norte era o local que sofria mais com a questão das chuvas. Já está totalmente resolvido ou ainda tem etapas a serem resolvidas até o próximo período de chuvas?

Na Asa Norte, a gente ainda tem algumas intervenções a serem feitas, porque precisamos ampliar alguns sistemas ainda, principalmente na região da 10 Norte. A gente tinha a W3 sempre inundando, na 510 até a 512. Precisamos fazer algumas ampliações ali, mas também vamos focar na Asa Sul, que a gente viu, neste ano, que teve problemas, principalmente na quadra 2.

*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates

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Davi Pereira CB/D.A Press - 2026. Cidades. Valter Casimiro, Secretário de Obras e Infraestrutura do DF, é o entrevistado do CB.Poder. Na bancada: Mariana Niedeauer e Sibele Negromonte.
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