Operação

PCDF e Neoenergia desmontam mineradora clandestina de criptomoedas

Ação conjunta da Neoenergia e da PCDF apreendeu 90 equipamentos. Energia desviada seria suficiente para abastecer 1,3 mil residências por um mês

Equipes da Neoenergia Brasília e agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticularam, nesta terça-feira (2/6), mais uma fase da operação CriptoGato para desestruturar um grupo criminoso voltado ao furto de energia usada para o abastecimento de mineração de criptomoedas.

A ação ocorreu em uma residência localizada no Condomínio Braúna, no Jardim Botânico. A ocorrência, segundo as equipes, reforça uma mudança no perfil de atuação dos criminosos. Antes concentrado em áreas rurais mais isoladas de São Sebastião, o esquema passou a operar em regiões urbanas do DF. Este é o segundo flagrante de uma mineradora clandestina em área densamente povoada, após uma operação realizada, no mês passado, em Arniqueira.

Durante a fiscalização, equipes técnicas da Neoenergia e policiais da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) encontraram 90 equipamentos de alto desempenho utilizados para mineração de criptomoedas. Dez deles estavam em funcionamento no momento da operação, alimentados por uma ligação clandestina que desviava energia da rede elétrica.

A estimativa é que o volume de energia consumido irregularmente no imóvel fosse suficiente para abastecer cerca de 1,3 mil residências por mês. Além dos prejuízos financeiros, esse tipo de fraude representa riscos significativos à população, podendo provocar sobrecarga na rede, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e até incêndios.

“Essa é a segunda mineradora clandestina que nosso time de inteligência encontra em uma área urbana do Distrito Federal. Seguiremos firmes com as operações, pois não se trata apenas de furto de energia, mas de uma prática que compromete a segurança da vizinhança e afeta diretamente os clientes que pagam suas contas em dia”, afirma Arthur Franklim, gerente de Gestão da Receita da Neoenergia Brasília.

Operação

Desde o início da operação CriptoGato, em janeiro deste ano, foram desarticuladas 11 mineradoras clandestinas, apreendidos 760 equipamentos e recuperados mais de R$ 8 milhões em prejuízos causados pelas fraudes. O volume total de energia desviada nas fases anteriores seria suficiente para abastecer toda a região administrativa do Recanto das Emas durante um mês.

O responsável pelo imóvel não foi localizado durante a operação. Segundo informações dos advogados, ele deverá se apresentar às autoridades até esta quarta-feira (3/6). Todos os equipamentos foram apreendidos, e as investigações prosseguem para identificar os financiadores e demais envolvidos no esquema criminoso.

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