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Secretário do Meio Ambiente destaca ações contra as queimadas

Rafael Ramalho de Santana disse que serão instaladas câmeras nos parques do Cortado, de Águas Claras, Ezechias Heringer e do Setor O

Luiz Francisco*

Para detectar mudanças de temperatura e risco de incêndios, o Governo do Distrito Federal (GDF) implementará câmeras de segurança nos parques urbanos do DF, segundo o secretário de Meio Ambiente, Rafael Ramalho de Santana, durante entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio e TV Brasília — nessa terça-feira (9/6). Às jornalistas Adriana Bernardes e Sibele Negromonte, o titular da pasta destacou, ainda, o projeto de reflorestamento do Rio Melchior e o decreto que legaliza a pesca do pirarucu no Lago Paranoá.

Como vai funcionar a implementação de câmeras de segurança nos parques urbanos do DF?

Esse apoio junto com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-DF) vem para solidificar ainda mais a segurança nos parques. Serão instaladas câmeras de segurança no Parque do Cortado, de Águas Claras, do Ezechias Heringer e do Setor O. Os equipamentos cuidarão do monitoramento local. Também serão implementadas as câmeras "sem fogo". A primeira câmera será instalada no alto do Shopping JK, que verifica a mudança de temperatura e antecipa o contato com Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e o Corpo de Bombeiros para evitar as queimadas no Distrito Federal. É uma tecnologia alinhada ao meio ambiente e um plano inicial que pretende cobrir todo o DF para reduzir os incêndios nas regiões. Sobre isso, o Distrito Federal teve números inéditos. São 66% de diminuição das queimadas. É importante ressaltar que mais de 90% delas são provocadas por mãos humanas e, com esse sistema, as câmeras nos ajudarão nesse período crítico.

O GDF está realizando outras ações preventivas?

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), juntamente com o Ibram, está apostando muito na educação ambiental, especialmente com as blitze educativas nas escolas, também com apoio da Secretaria de Educação (SEE-DF). As ações estão acontecendo para conscientizar as crianças sobre a importância de preservar nossa fauna e flora. Os estudantes são levados para uma ação conjunta, promovida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), para educar os motoristas a preservar o meio ambiente. A operação é um sucesso, já teve três e terá mais uma em 12 de junho, em Ceilândia, com apoio do GDF na Sua Porta.

Como será colocado em prática o projeto de reflorestamento das margens do Rio Melchior?

Essa pauta é uma resposta do Governo do Distrito Federal e foi assunto da CPI na Câmara Legislativa. Prontamente, a Sema-DF instituiu um processo, em que foi lançado um edital pela governadora nos últimos 20 dias, em Samambaia, na ação do GDF na Sua Porta. O chamamento público convida ONGs para participarem da concorrência do plantio de 200 mil mudas na região. São 100 hectares de recuperação e, para se ter uma ideia, a gente plantou em torno de 20 mil em outras regiões do DF. Agora, estamos falando de dez vezes mais apenas na parte de recuperação do rio. O plantio está com a expectativa de começar na primeira semana de dezembro, com participação direta da SEE-DF, que convida alunos da rede pública e aproveitar a pauta de educação ambiental. O Melchior abrange Samambaia, Taguatinga e Ceilândia e, nessa primeira etapa de plantio, vai ser na Samambaia. As ONGs que estão inscritas no Fundo do Meio Ambiente (Funam) podem participar desse chamamento. 

Qual é o investimento inicial dessa iniciativa?

Será de R$ 8,2 milhões. Serão dois anos de trabalho no sentido de plantio, de mapeamento e monitoramento das mudas plantadas para analisar se as áreas serão bem guardadas. Em dois anos, a gente vai ter uma recuperação de 200 mil mudas.

Quais outras ações estão sendo adotadas pela Secretaria para garantir a volta da qualidade da água desse importante rio?

A Secretaria de Meio Ambiente e órgãos afins estão realizando estudos técnicos para poder averiguar quais ações a gente pode fazer para a recuperação da qualidade daquela água, inclusive até a reutilização da água direto no plantio de mudas ou de fazendas porque é uma água cheia de nutrientes que podem beneficiar o agro. Então, ainda estão sendo averiguados os estudos para recuperar de forma plena a bacia do Melchior.

Haverá modificações nos decretos que permitem a pesca esportiva no Lago Paranoá?

A Secretaria instituiu dois decretos muito importantes sobre a pesca no Lago Paranoá. O primeiro é a regulamentação da pesca, quem pode pescar, como pode ser pescado, quais são os níveis profissionais e amadores aceitos na pesca do Paranoá. A outra atividade é voltada para o pirarucu, um peixe vindo da Amazônia, que, por ser invasor, não tem um predador natural aqui no nosso Cerrado. Estão sendo também feitos estudos a respeito de qual tem sido a expansão desse peixe aqui no Lago Paranoá, mas a governadora do Distrito Federal, no próximo dia 14, assinará o decreto de autorização de pesca desse peixe em específico.

*Estagiário sob a supervisão de Tharsila Prates

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