VAI BRASIL!

Sextou em verde e amarelo: torcida já entra no clima do jogo

Torcedores vão às compras em busca dos clássicos adereços para apoiar o Brasil nesta Copa do Mundo. Comércio aposta em itens, como bandeirinhas, buzinas e chapéus, e registra aumento na procura

Torcedor animado não só acredita no time como faz questão de usar os clássicos adereços em verde e amarelo. De bandeirinhas e buzinas a tiaras e pompons, os itens típicos desta época voltam a ganhar espaço nas prateleiras e nas compras de última hora. O reflexo aparece também nas expectativas do setor: segundo a Fecormércio-DF, a maioria dos lojistas está otimista com as vendas neste período. 

A professora Mirian Ribeiro, 49, moradora de Ceilândia Norte, aproveitou para garantir itens nas cores do Brasil. Em visita ao Taguacenter, ela saiu com sacolas cheias e pensando no que não pode faltar na hora de torcer. "Apito, buzina, qualquer coisa que faça barulho combina com a nossa torcida brasileira", afirmou. Apesar de não ter levado decorações para a casa, Mirian apostou em outros enfeites para compor o visual e animar o ambiente. "Comprei tiara para cabeça, pompons, colar havaiano verde e amarelo. O que não vai faltar é adereço", completou.

Para Mirian, o principal motivo para acompanhar os jogos é o encontro com a família e os amigos. "Se perder, perdeu. Se ganhar, que bom. Vale mais pelo encontro com a galera", destacou. Antes de ir embora, ela procurou mais itens para completar as compras. "Comprei muita coisa feminina, agora estou vendo uns óculos ou um chapéu, alguma coisa para os meninos", explicou.

Mesmo sem acompanhar de perto o calendário dos jogos, a pedagoga Rosiane Moura, 46, moradora de Vicente Pires, também foi às compras para decorar o condomínio onde vive. Para ela, os acessórios são essenciais para criar o ambiente de torcida. "Não pode faltar bandeirinha, porque mistura Copa com a cultura brasileira das festas juninas. E também coisa que faça barulho, como buzina, combina com a gente", afirmou. "Bandeirinha, buzina, animação. Acho que é isso que não pode faltar", disse ela. 

Faturamento

Segundo uma pesquisa do Instituto Fecomércio-DF, 85% dos lojistas do Distrito Federal estão mais otimistas em relação ao desempenho do comércio durante a Copa do Mundo de 2026 do que em grandes eventos esportivos anteriores. "Os resultados mostram que a Copa do Mundo deste ano ficou no radar do setor produtivo do Distrito Federal. Os lojistas se organizaram, criando estratégias e enxergando no evento uma oportunidade de ampliar vendas e fortalecer os negócios", afirma o presidente do Sistema Fecomércio/DF, José Aparecido Freire.

A pesquisa identificou que, entre os segmentos que devem ser mais impactados pelo torneio, os artigos de decoração temática receberam a maior expectativa de influência nas vendas, com média de 4,51 em uma escala de 1 a 5 — em que 1 representa nenhuma influência, e 5, grande influência. A pesquisa também apontou que o ticket médio esperado é de R$ 156 para vestuário e acessórios e de R$ 105 para artigos de decoração e itens para o lar.

À frente da gerência comercial de uma loja de artigos festivos, Alex Carvalho, 49, contou que as vendas para a Copa surpreenderam positivamente. "Estão altíssimas. A gente até se surpreendeu que, de última hora, o pessoal adotou mesmo essa ideia para Copa, com muitos enfeites, adereços, balões, diversos", afirmou. Entre os itens mais procurados, ele destacou bandanas, tiaras, acessórios de cabelo, buzinas e bandeirolas. "Tem de tudo saindo aqui", resumiu.

A preparação para o período começou com antecedência de cerca de três meses, prevendo a sobreposição de datas importantes para o comércio. Além da Copa, o mês de junho reúne as festas juninas e o Dia dos Namorados, o que exigiu planejamento redobrado. Ainda assim, Alex observou que o destaque tem sido mesmo para os itens ligados ao futebol e às comemorações típicas. "A gente está num crescente de Copa e festa junina", explicou. A expectativa é de um aumento significativo nas vendas, com crescimento estimado entre 35% e 40% nesse período.

Gerente comercial, Elisa Vieira, 33, percebeu uma virada no movimento da loja. "O povo animou bastante. Tá acabando bastante coisa. A procura está muita alta, principalmente por bandeirolas, que já estão em falta", contou. Para Elisa, houve um "desenrolar" nas vendas, com destaque para itens de decoração, além de acessórios como chapéus, tatuagens, adesivos e tintas para o rosto.

A estratégia de exposição tem papel importante nesse crescimento. De acordo com a gerente, o uso dos próprios produtos pelos funcionários ajudou a impulsionar as vendas. "Ajuda muito. O pessoal vê e já quer", destacou. A expectativa é de um aumento entre 20% e 30% na comercialização de itens relacionados à Copa. A preparação começou ainda no início do ano, com a manutenção de produtos ligados ao futebol, mas a montagem de uma seção específica foi feita logo após a Páscoa. "O que foi chegando a gente ia colocando, mas a sessão específica mesmo veio depois", explicou. Se o Brasil avançar no torneio, a tendência é de mais vendas e mais animação. A conferir.

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